quarta-feira, maio 10
As maternidades do Campos
Regresso ao País em cujas auto-estradas múltiplas e bimbas me perco e olho abismado para um antrolho que dá pelo nome de Correia de Campos. O desaborto em causa é ministro da Saúde e quer fechar maternidades. Fosse o partido do baixinho uma agremiação mais tinente e o regabofe dava uma Maria da Fonte.
Resumo o caso, por de todos conhecido. O Campos quer que as prenhas vão parir lá longe, de quando em vez mesmo fora do território historicamente delineado. O Campos, rapaz esculpido na globalização e no internacionalismo envergonhado, quer que a Mãe seja a puta que o pariu em Badajoz. Elvas à vista, o relicário do neo-liberalismo de cor Campos tanto lhe faz que um puto nasça entre nós ou um pouco mais ali ao lado. Trata-se de um tonto, quando não de um salafrário.
Vamos assinalar a hipótese de o Campos saber de contas. É improvável mas que se foda.
Podia este homem, a braços com a liquidez do Sistema Nacional de Saúde, ter que fechar umas oftálmicas urgências ou mesmo uns analistas que fosse. Talvez até pudesse reduzir as urologias, já que os machos lusitanos pouco parecem padecer de doença que um toque rectal adivinhe. Podia, segundo os factos, diminuir despesas na ortopedia, porque o número de bengalas nos nossos é bem menor que na vizinha Espanha. Mas nas maternidades?
O doutor ministro pertence àquela classe social (ou sociopata) em que tanto se lhes dá se o filho nasce em Portimão ou na Azambuja. Se não for demasiado petulante retocar-lhe o peido a que chama sorriso gostaria de lhe recordar que a maior parte do povo gosta de ter filhos onde faz sentido. É um momento alto da existência e da identidade que os governos deveriam deixar de parte das suas costumeiras apropriações de vida.
Resumo o caso, por de todos conhecido. O Campos quer que as prenhas vão parir lá longe, de quando em vez mesmo fora do território historicamente delineado. O Campos, rapaz esculpido na globalização e no internacionalismo envergonhado, quer que a Mãe seja a puta que o pariu em Badajoz. Elvas à vista, o relicário do neo-liberalismo de cor Campos tanto lhe faz que um puto nasça entre nós ou um pouco mais ali ao lado. Trata-se de um tonto, quando não de um salafrário.
Vamos assinalar a hipótese de o Campos saber de contas. É improvável mas que se foda.
Podia este homem, a braços com a liquidez do Sistema Nacional de Saúde, ter que fechar umas oftálmicas urgências ou mesmo uns analistas que fosse. Talvez até pudesse reduzir as urologias, já que os machos lusitanos pouco parecem padecer de doença que um toque rectal adivinhe. Podia, segundo os factos, diminuir despesas na ortopedia, porque o número de bengalas nos nossos é bem menor que na vizinha Espanha. Mas nas maternidades?
O doutor ministro pertence àquela classe social (ou sociopata) em que tanto se lhes dá se o filho nasce em Portimão ou na Azambuja. Se não for demasiado petulante retocar-lhe o peido a que chama sorriso gostaria de lhe recordar que a maior parte do povo gosta de ter filhos onde faz sentido. É um momento alto da existência e da identidade que os governos deveriam deixar de parte das suas costumeiras apropriações de vida.
1 Comments:
Excelente, excelente! É isso mesmo. Vou roubar-te isto para colocar na Catrineta, tu não te chateias.
Um @bração do
Zeca da Nau
By zecadanau, at maio 13, 2006
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Excelente, excelente! É isso mesmo. Vou roubar-te isto para colocar na Catrineta, tu não te chateias.
Um @bração do
Zeca da Nau
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