segunda-feira, abril 17
Cinema
O entretenimento associado às boas fitas acabou há muito. Hoje quem manda é o produtor argentário, que em vendo a coisa passar dos 90 minutos dá mais quatro ou cinco de desconto e depois acaba como está. Isto nos casos bons. Porque vezes há em que o enredo acaba a meio da contenda, por causa de uma comissão de liberdades e garantias qualquer daquelas em que os 'states' são férteis para papalvos politicamente correctos.
Nos últimos dias recordo de cor um filme com o Nicolas Cage, que até estava a correr bem - realização correcta, argumento a preceito - quando de repente o dito me atirou com violência para o computador, os romances de Hemingway e as virtudes domésticas. Largou o 'make believe'.
Hoje foi quase pior. Uma coisa com o Russel Crowe (desculpem lá, mas nomes já era) também ia a preceito quando alguém resolveu acabar sem glória com aquela saga. Que é que se passa? Passa-se que aquilo é a imagem dos iunaitid steites, um império de merda que ultimamente se especializou a estragar uma arte sua.
Sem cinema europeu, ou outro de referência (o Kusturica e outros quejandos só de arroto) vejo-me órfão de cinema, essa arte sublime que o século XX inventou e soube trazer aos píncaros da excelência.
Numa idade de saudades, pergunto-me se Ingmar Bergman (nem sempre) Luís Buñuel (às vezes), Ettore Scola (pela menos duas vezes), Jean Renoir (quase sempre), Wolker Shlondorf (pelo menos uma vez), Claude Lelouch (até ele), Luchino Visconti (quem mais) ou até Dusan Makajeiev (de vez em quando) não terão feito escola suficiente para que eu me arraste outra vez às salas de cinema.
Pelos vistos não.
3 Comments:
Clark tens de ir mais ao cinema. Encontram-se coisas boas... Acredita. A cinematografia estado-unidense também se transfigurou aqui e ali, acredita. Mas daqueles que falas no post... Ui gabo-te a paciência. Tens razão noutra coisa - os finais são geralmente às três pancadas. OLha duas sugestões: "Infiltrados", do Spike Lee e "Crash" e "Uma História de Violência", do Cronenberg. Larga o sofá e vai para a bilheteira.
By AS, at abril 17, 2006
Clark,
Acho que a AS tem razão!!!
Além disso, ficar preso a uma época(sem dúvida, áurea)do cinema, não parece ser a melhor perspectiva...
Há bom cinema, hoje em dia!
Vê estes dois filmes e depois falamos!
1. "2046" de Wong Kar-wai;
2."The Constant Gardener"- de Fernando Meirelles.
P.S. O primeiro já não está exibição mas há certamente em DVD.
By objectiva3, at abril 17, 2006
A menina Objectiva já me conhecerá o suficiente para saber que eu nunca na vida irei ver um filme realizado pelo Wong Kar Wai (seja lá quem for esse sujeito).
Quanto a ir mais ao cinema... seria muito difícil escrever aqui o que penso disso... depois falamos, menina AS.
O tempo do cinema europeu acabou... e é pena
By clark59, at abril 19, 2006
Acho que a AS tem razão!!!
Além disso, ficar preso a uma época(sem dúvida, áurea)do cinema, não parece ser a melhor perspectiva...
Há bom cinema, hoje em dia!
Vê estes dois filmes e depois falamos!
1. "2046" de Wong Kar-wai;
2."The Constant Gardener"- de Fernando Meirelles.
P.S. O primeiro já não está exibição mas há certamente em DVD.
Quanto a ir mais ao cinema... seria muito difícil escrever aqui o que penso disso... depois falamos, menina AS.
O tempo do cinema europeu acabou... e é pena
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