terça-feira, abril 11
A A.
Hoje ao telefone, a hora para mim desusada, apareceu-me a A.. Conheço este corpo de criança em alma desmesurada vai para 32 anos, mas há tempos que não lhe punha a vista em cima. O convite era para jantar.
É preciso que se diga que a A. marca em mim um tempo único - e única. A A., por exemplo, detém o recorde das meninas que eu mais tempo vi nuas sem nunca ter tido nada com elas. E porquê? Porque se trata da minha amiga que inaugurou connosco - estou a falar da rapaziada de Espinho - as praias de nudismo do Algarve dos 70.
É preciso que se diga que a A. é uma emigrante ao contrário. Nasceu em Lisboa, lá se criou, e foi viver para Espinho já menstruada. Faz toda a diferença. As menininhas do Norte, porcas-falsas-e-deslibinadas, não estavam nem aí para escrutinar um caralho do que eram as necessidades físicas de um adolescente macho do seu tempo. A A. percebia a léguas o que as menininhas parvas não enxergavam a decímetros. Nas praias do meu Algarve ela foi a primeira. Na minha geração alguma gaja tinha que ir adiante. Afinal, nós fomos os primeiros em tudo. É uma questão revolucionária.
A A. tornou-se gente a esforço. Não nasceu com o rabo para a Lua mas hoje em dia nada lhe falta. Tricoteia a poesia do trabalho que faz bem e mexe-se linda na mesura do que ainda quer ser.
Hoje a A. apareceu-me diante,com saudades de mim. Pediu-me ajuda numa coisa que eu posso dar-lhe. Só uma gaja da minha geração faria tal. Pena que hajam tão poucas.
Eu, que sempre me abasteci de mulheres mais novas, fico a pensar na grandeza da A. E digo: gracias a la vida que me a dado tanto! A A., por exemplo.
É única.
É preciso que se diga que a A. marca em mim um tempo único - e única. A A., por exemplo, detém o recorde das meninas que eu mais tempo vi nuas sem nunca ter tido nada com elas. E porquê? Porque se trata da minha amiga que inaugurou connosco - estou a falar da rapaziada de Espinho - as praias de nudismo do Algarve dos 70.
É preciso que se diga que a A. é uma emigrante ao contrário. Nasceu em Lisboa, lá se criou, e foi viver para Espinho já menstruada. Faz toda a diferença. As menininhas do Norte, porcas-falsas-e-deslibinadas, não estavam nem aí para escrutinar um caralho do que eram as necessidades físicas de um adolescente macho do seu tempo. A A. percebia a léguas o que as menininhas parvas não enxergavam a decímetros. Nas praias do meu Algarve ela foi a primeira. Na minha geração alguma gaja tinha que ir adiante. Afinal, nós fomos os primeiros em tudo. É uma questão revolucionária.
A A. tornou-se gente a esforço. Não nasceu com o rabo para a Lua mas hoje em dia nada lhe falta. Tricoteia a poesia do trabalho que faz bem e mexe-se linda na mesura do que ainda quer ser.
Hoje a A. apareceu-me diante,com saudades de mim. Pediu-me ajuda numa coisa que eu posso dar-lhe. Só uma gaja da minha geração faria tal. Pena que hajam tão poucas.
Eu, que sempre me abasteci de mulheres mais novas, fico a pensar na grandeza da A. E digo: gracias a la vida que me a dado tanto! A A., por exemplo.
É única.
4 Comments:
Mais um nudista...
By , at abril 11, 2006
Naturismo... — essa invenção nazi!
By Mendo Ramires, at abril 12, 2006
:)
(O A. tem boa memória, eheheheh)
"Naturismo... — essa invenção nazi!"
Ai os nazis também....
:o)
By vs, at abril 12, 2006
Votos de UMA SANTA E FELIZ PÁSCOA.
Um @bração do
Zeca da Nau
By zecadanau, at abril 14, 2006

