quinta-feira, março 30
A 'Judite'
A minha amiga e colega Inês Bastos escreveu no Diário de Notícias que a Polícia Judiciária está falida. Boa malha.
Mas, como português responsável, urge encontrar solução para o problema. Matei a cabeça durante metade do dia (a outra metade estive a assoar o nariz) e cheguei a uma conclusão.
Rifas.
Nem mais. Devem os senhores inspectores, agentes a demais funcionários dirigir-se imediatamente a uma tipografia de bairro e mandar imprimir 5000 (cinco mil) rifas que serão vendidas nas imediações da Gomes Freire e nos cafés do Cacém e do Barreiro, sítios onde maioritariamente, segundo fontes geralmente bem informadas, vivem os 'judites' (no Porto será São Roque da Lameira para os mais afortunados e Caxinas para os outros todos).
Com o dinheiro assim angariado poderá a prestimosa instituição policial continuar a prosseguir a investigação criminal e até - quem sabe - engavetar algum truta sediado na Rua Augusta ou na Cova da Moura que seja.
Dito isto, aqui ficam desde já sugestões para a quermesse beneficiente.
Porque o orçamento está escasso (é disso que aqui se trata), como 1º prémio leiloar-se-á uma 'Beretta p4' arrestada a um cartel colombiano de droga, que por má sorte ficou sem gasolina no barco a estibordo da Ria Formosa, e que por tal foi capturado pela PJ do nosso contentamento.
Como 2º prémio recomendo umas férias num time-sharing algarvio, daqueles mentirosos que prometem mundos e fundos e que já foram desmantelados pela instituição corajosa e mendicosa de que aqui se fala.
Finalmente, para 'medalha de bronze', que tal uma t-shirt lacoste 'made in Carcavelos'? Contrafacção por contracção, onde hoje se lê PJ vai poder ler-se, a curto prazo, 'pedimos jantares'. Nem sequer é preciso mudar as letras, o que ademais é consistente com o programa governamental de contenção de despesas.
E a que mais uma polícia de investigação pode estar obrigada e congratulada do que a cumprir fielmente um programa de Governo?
Mas, como português responsável, urge encontrar solução para o problema. Matei a cabeça durante metade do dia (a outra metade estive a assoar o nariz) e cheguei a uma conclusão.
Rifas.
Nem mais. Devem os senhores inspectores, agentes a demais funcionários dirigir-se imediatamente a uma tipografia de bairro e mandar imprimir 5000 (cinco mil) rifas que serão vendidas nas imediações da Gomes Freire e nos cafés do Cacém e do Barreiro, sítios onde maioritariamente, segundo fontes geralmente bem informadas, vivem os 'judites' (no Porto será São Roque da Lameira para os mais afortunados e Caxinas para os outros todos).
Com o dinheiro assim angariado poderá a prestimosa instituição policial continuar a prosseguir a investigação criminal e até - quem sabe - engavetar algum truta sediado na Rua Augusta ou na Cova da Moura que seja.
Dito isto, aqui ficam desde já sugestões para a quermesse beneficiente.
Porque o orçamento está escasso (é disso que aqui se trata), como 1º prémio leiloar-se-á uma 'Beretta p4' arrestada a um cartel colombiano de droga, que por má sorte ficou sem gasolina no barco a estibordo da Ria Formosa, e que por tal foi capturado pela PJ do nosso contentamento.
Como 2º prémio recomendo umas férias num time-sharing algarvio, daqueles mentirosos que prometem mundos e fundos e que já foram desmantelados pela instituição corajosa e mendicosa de que aqui se fala.
Finalmente, para 'medalha de bronze', que tal uma t-shirt lacoste 'made in Carcavelos'? Contrafacção por contracção, onde hoje se lê PJ vai poder ler-se, a curto prazo, 'pedimos jantares'. Nem sequer é preciso mudar as letras, o que ademais é consistente com o programa governamental de contenção de despesas.
E a que mais uma polícia de investigação pode estar obrigada e congratulada do que a cumprir fielmente um programa de Governo?
2 Comments:
Eu também compro uma rifa, mas só aceito o 3º prémio. Há tantos anos que não tenho uma lacoste, pá.
By PreDatado, at março 31, 2006
E porque não experimentar o "Full Monthy"
By Luís Bonifácio, at abril 01, 2006
