segunda-feira, fevereiro 27

Moderna blogosfera

Estive em montes de sítios. E decidi: não quero estar

domingo, fevereiro 26

Benfica 1 - FC Porto 0



Agora já posso dizer que ganhei o dia

Campeões olímpicos de hóquei no gelo



Já ganhei metade do dia

domingo, fevereiro 12

Digo

A Simone está a cantar na RTP2. Lembro-me, entre a aquidade e a vaga mente, do tempo em que tudo aquilo fazia sentido. Hoje em dia brasileiras são as putas.
'Uma piada de Deus', canta ela, 'ooohoohhoohh'. E tu, João, achas o quê?

Os concursos

Um dos melhores sinais dos tempos da merda de tempo em que vivemos - a par com a chegada ao poder de homens de voz fininha e de mulheres mirradas de mamas - é a puta da moda dos concursos televisivos de agora. Vejo a 'Herança' da RTP 1. Toda a trama é urdida no sentido cultural e memorizante, como é apanágio dos concursos. Mas no final o prémio devido vai indevidamente à vida. Porquê? Porque sim.
Tempos houve em que assim não era. Ou seja, em que o esforço do contribuinte telededicado era compensado com premiozito a preceito. Com sorte, o suficiente para uma casinha, sem sorte para a casota do cão. Mas prémio havia. Agora não.
A ideia é apanhar o basbaque em hora de ponta e de 'share' e depois mandá-lo às malvas com uma mão atrás e outra à frente. É do tempo. O outro (tempo) em que era preciso cativar o cliente já era. Agora basta pôr o 'cão' a salivar, já nem bolacha é preciso. É que se não gosta não muda. Muda para onde? Não há, é tudo igual.
E eis mais uma conquista do mundo moderno. Se tudo é igualmente mau, para quê mudar?

Fim

Cheguei ao sítio de nunca mais
Cheguei ao ponto onde se detesta a alegria

terça-feira, fevereiro 7

Dois mundos

1 - Vai fazer em Setembro dez anos que me casei. Nem sabem vocês, os que me lêem, como tão pouco tem este texto a ver com isso.

O propósito do que atrás se disse é simplesmente contextual. Trata-se de explicar porque estive na Tunísia, quase duas semanas, na segunda metade de Setembro de 1996. Foi em lua-de-mel.

A Tunísia desse tempo, primeiro país de maioria muçulmana por mim visitado, era um lugar afável onde a regra secular parecia conviver de bem com a religião. Não se podendo dizer que fosse um patamar de excelsa liberdade, via-se a olho nu que as pessoas não se aninhavam nem se açanhavam debaixo de qualquer dos poderes fáticos presentes, quer o religioso quer o da tradição - o qual tantas vezes com aquele outro se confunde.

Nove anos passados voltei à Tunísia. Para além da total descaracterização do ordenamento do território, o país estava agora enfeudado à túnica e ao lenço. Se nunca antes lá tivesse estado acreditaria que as mulheres de mini-saia que me habituei a ver da vez primeira jamais tinham deixado a burka que agora envergavam. O Islão (ou lá o que for) tomou conta daquela terra.

Vem isto a (des)propósito da recente celeuma em torno dos 'cartoons' com alusão a Maomé, que certo jornal dinamarquês - não sei se bem ou se mal, mas isso pouco me importa - resolveu publicar. Como é sabido, o Islão - aquele que conta, não o do civilizado e coitado sheik Munir, chefe da moirama lisboeta - condenou do modo costumeiro o evento jornalístico.

Não vou sequer aqui perder tempo com a análise da espinha dorsal de governos como o inglês, que proibiu a retroversão dos 'cartoons' do descontentamento politicamente correcto. Vou apenas tentar sincronizar algumas diacronias.

Sou do tempo em que as velhotas andavam na rua de lenço preto a tapar o cabelo. Sou do tempo em que as mulheres enlutavam para sempre, aos 35 anos, se marido lhes morresse entretanto. Sou do tempo em que as mesmas deixavam de se lavar por baixo, no contexto enviuvado, o que muito me azucrinava a pituitária quando, do alto do meu 1m20, saía da missa ao domingo pela mão de minha Mãe. Eram as senhoras em causa todas católicas - e, já agora, umas grandes porcas. O mundo evoluiu entretanto, e o 25 de Abril, bem como as telenovelas brasileiras, muito contribuiu para isso.

No mundo muçulmano - não o do sheik Munir, bom homem - as mulheres não têm o direito de evoluir. O meu 'cartoon' dinamarquês é a pena que eu tenho daqueles homens totós a martelarem de forma insane no baixo ventre de mulheres a quem algo falta para participar na festa.

Soube, entretanto, que na Tunísia todos se escondem. Um pouco como no Irão pós-79. Mas a coisa há-de compor-se. Mais dia menos dia o Islão - não o do sheik Munir, europeu morenaço - há-de tomar as cabeças no mesmo versículo onde já hoje enforma os corpos; e depois tudo fica mais fácil.

2 - Há pouco, no 'Sexo e a Cidade' - bem humorada série de cariz nova-iorquino - ouvi Miranda, uma das protagonistas, dizer o seguinte: "Estou grávida mas não tenho tempo para ter um filho. Aliás, vi-me e desejei-me para arranjar uma hora para vir fazer um aborto."

Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe.

sexta-feira, fevereiro 3

A resposta

O Viriato (www.geracao1987.blogspot.com, desculpem mas isto está difícil de estabelecer links) desafiou-me para uma daquelas coisas intimistas, algo egocêntricas e assaz confessionais que por vezes perpassam a blogosfera. O mais interessante de tudo isto foi perceber que o 'miúdo' tinha voltado, coisa que nunca duvidei viesse a ocorrer.

Reza assim o contrato: Têm que se contar «cinco manias, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais». E, «além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de se escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento"». Além do mais, «cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue».

Executada a primeira tarefa com sucesso, aqui vai a segunda:

(Nota prévia - Aviso, ou lembro, desde já duas coisas: sou pouco maniento, e das peculiaridades que uso penso ter dado já larga notícia nos posts que vou publicando, vai para quase dois anos).

1 - Primeiro os senhores. Gosto de homens que não sacodem a pila mais de três vezes depois de mijar e que lavam as mãos antes e depois. Antes é fundamental, já que não se mexe em campo sagrado sem estar devidamente limpo. Não sou amigo de nenhum que coce os colhões em público e abomino os idiotas que suam ante um decote cavado. Perante esta última provação, prefiro os que olham nos olhos e falam de um bom restaurante ou de um livro recentemente lido.

2 - Sobre as senhoras. Tenho verdadeiro asco às que põem a mão na boca quando ouvem uma piada brejeira. Prefiro as que põem a mão na anca ainda antes de se saberem nuas. Gosto daquelas que acertam milimetricamente na altura da saia, confome a coxa que Deus lhes deu, e admiro as que pedem opinião amiga, de perna cientificamente aberta, sobre a depilação que melhor lhes fica.

3 - Questões políticas. Os lepidossirenídeos que votam sempre no mesmo têm a minha absolvição, não por uma razão prática mas por pura caridade cristã. Sou avesso à abstenção e gosto do sistema representativo. Só uma militância me acompanha: a de poder dizer hoje o que ontem me era impensável.

4 - Questões fracturantes. Na dança entre 'sexo este e sexo outro' só conheço pessoas. O meu lite-motiv é que 'cu é quando um Homem quiser'. Dito isto, casamento é para pessoas de sexo oposto, direitos civis é para toda a gente. Sobre o aborto sou a favor de que o Estado proporcione as condições suficientes para que passe a ser seguro mas se mantenha clandestino. No que diz respeito a drogas inibidoras da personalidade básica sou mais consensual: morte aos produtores, prisão aos distribuidores, enxerto de porrada aos consumidores. Uma palavra também para os imigrantes: seja bem-vindo quem quiser ser nosso; os outros podem ir indo na barcaça.

5 - Problemas sociais. Aqui é que a porca torce o rabo. Sou radicalmente a favor da erradicação da pobreza, venha ela de onde vier, sejam quais forem as causas. Um mundo com pobres é um bordel barato e eu prefiro putas sem necessidade de bife. Sou por um mundo onde os velhos tenham o suficiente para a dentadura e uma excursão a Lagos. Tenho por certo que uma criança tem que ter Pai e Mãe, educação quanto baste e um Ferrero Rocher ao domingo.

6 - Pediram-me 5 levam 6. Falta-me falar, em termos globais, sobre a economia. Tenho a mania - é disso que se trata - que mal não virá ao Mundo se a Europa que eu amo se proteger dos sinistros operários alienígenas que estão a pôr em causa dois séculos de luta e de concertação que levaram ao modelo social de que usufruímos. Tenho para mim como correcto que prefiro trabalhar para a Volvo do que para a sua homóloga (?) chinesa. Sei que as couves da D.Laurinda, embora mais caras, são mais saborosas que as do Continente.

7 - Já agora: gosto de Água das Pedras não gosto de Vidago, canetas azúis não canetas pretas, cabelo curto (nos homens) não cabelo comprido, escadas não elevadores, morangos não diospiros, papel branco não reciclado, unhas tratadas não com verniz, Restelo nunca Telheiras, Netscape melhor que Windows, português catalão e sueco sim e nunca por nunca italiano dinamarquês e colombiano. New York Knicks sim e Los Angeles Lakers não. E por aí adiante


Já é tarde, depois passo

quarta-feira, fevereiro 1

A ver vamos

Aí em baixo, à direita, está um inquérito um poucochinho radical. Quem quer responder?

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