terça-feira, janeiro 31
A guerra
A vitória do Hammas nas eleições palestinianas inicia, a meu ver de forma feliz, um novo paradigma sobre a forma como devem ser encaradas as relações entre os Estados e povos ocidentais e aquela realidade político-militar instalada. O Hammas no poder é a derrota da inocência 'faz-de-conta', que conduzia até agora as relações entre a civilização liberal-cristã e a teocracia islamita.
Que não fiquem quaisquer dúvidas sobre aquilo que aqui se pensa. Não há deste lado da palavra e da pistola qualquer paixão delicodoce sobre a bondade do Ocidente, enquanto filosofia política instalada. Não subscrevo metade das arremetidas dos 'meus' no relacionamento com os povos árabes limítrofes.
Mas não é, agora, disso que se trata. Agora é tarde, agora é a guerra. Vou explicar porquê.
Os árabes perderam, há mais de cem anos, o comboio que os conduziria a uma irmandade tecnológica e científica com o Ocidente. Por culpa própria, apesar de alguns profetas em contrário, os maometanos decidiram ficar para trás, não subscrevendo as óbvias conquistas da ciência. Deram-se mal.
Escravizados entre uma teocracia moral e de costumes e uma cleptocracia política, os árabes perderam de vista o que de melhor tinham historicamente. Remeteram-se à tradição mais anquilosada.
Daí ao ódio às ocidentais conquistas - ciência, cultura, mundividência, segurança social - foi um passo. Restou do templo perdido o cheirete das barbas do Profeta, sem palavra adequada, sem rasgo, sem pujança, sem futuro. E eles sabem-no.
Ao contrário de outros povos - certos africanos sub-saharianos ou, de outro modo, os asiáticos mais evoluídos - as multidões árabes proletárias não sabem, não podem ou não querem integrar o mundo actual: querem, tão só, morrer com fé e com glória. A derrota para eles é vitória. Não há maneira de convencer gente como esta, que nem sequer se move contra os possidentes da mesma raça que os ultraja.
Por isso a guerra é inevitável. E é melhor que seja agora. Por enquanto, as forças ocidentais - aquelas que permitem às mulheres concretizar o seu género, às universidades serem diversas, aos políticos serem de oposição, aos clérigos terem opinião e aos apóstatas dizer mal de Deus - são superiores. Daqui a dez anos duvido.
Os muçulmanos que votam Alá no território dos homens sabem o que querem. Não têm - nem querem ter - desculpa. Por mim, não vou pedir perdão por ser como sou. Livre, rezingão, iconoclasta às segundas e apóstolo de Cristo às terças. Adorando sempre a mulher da minha vida, excepto nos dias em que bebi demais e em que a força se me ausenta. Capaz de dizer mal do povo ou morrer pelo povo logo a seguir. Capaz de matar o Rei ou dele ser vassalo se for caso disso. Capaz de tudo menos de odiar por Deus.
A vitória do Hammas não deixa dúvidas. Eles escolheram. Ainda bem. Cabe-nos a nós agir em conformidade. Enquanto é tempo.
PS- Que os muçulmanos que pensam diverso me perdoem. São apenas, neste lance, 'danos colaterais'.
Que não fiquem quaisquer dúvidas sobre aquilo que aqui se pensa. Não há deste lado da palavra e da pistola qualquer paixão delicodoce sobre a bondade do Ocidente, enquanto filosofia política instalada. Não subscrevo metade das arremetidas dos 'meus' no relacionamento com os povos árabes limítrofes.
Mas não é, agora, disso que se trata. Agora é tarde, agora é a guerra. Vou explicar porquê.
Os árabes perderam, há mais de cem anos, o comboio que os conduziria a uma irmandade tecnológica e científica com o Ocidente. Por culpa própria, apesar de alguns profetas em contrário, os maometanos decidiram ficar para trás, não subscrevendo as óbvias conquistas da ciência. Deram-se mal.
Escravizados entre uma teocracia moral e de costumes e uma cleptocracia política, os árabes perderam de vista o que de melhor tinham historicamente. Remeteram-se à tradição mais anquilosada.
Daí ao ódio às ocidentais conquistas - ciência, cultura, mundividência, segurança social - foi um passo. Restou do templo perdido o cheirete das barbas do Profeta, sem palavra adequada, sem rasgo, sem pujança, sem futuro. E eles sabem-no.
Ao contrário de outros povos - certos africanos sub-saharianos ou, de outro modo, os asiáticos mais evoluídos - as multidões árabes proletárias não sabem, não podem ou não querem integrar o mundo actual: querem, tão só, morrer com fé e com glória. A derrota para eles é vitória. Não há maneira de convencer gente como esta, que nem sequer se move contra os possidentes da mesma raça que os ultraja.
Por isso a guerra é inevitável. E é melhor que seja agora. Por enquanto, as forças ocidentais - aquelas que permitem às mulheres concretizar o seu género, às universidades serem diversas, aos políticos serem de oposição, aos clérigos terem opinião e aos apóstatas dizer mal de Deus - são superiores. Daqui a dez anos duvido.
Os muçulmanos que votam Alá no território dos homens sabem o que querem. Não têm - nem querem ter - desculpa. Por mim, não vou pedir perdão por ser como sou. Livre, rezingão, iconoclasta às segundas e apóstolo de Cristo às terças. Adorando sempre a mulher da minha vida, excepto nos dias em que bebi demais e em que a força se me ausenta. Capaz de dizer mal do povo ou morrer pelo povo logo a seguir. Capaz de matar o Rei ou dele ser vassalo se for caso disso. Capaz de tudo menos de odiar por Deus.
A vitória do Hammas não deixa dúvidas. Eles escolheram. Ainda bem. Cabe-nos a nós agir em conformidade. Enquanto é tempo.
PS- Que os muçulmanos que pensam diverso me perdoem. São apenas, neste lance, 'danos colaterais'.
1 Comments:
Brilhante!
By miazuria, at fevereiro 06, 2006
