domingo, julho 24

Soneto + 1

O meu corpo impõe-me
esta aridez presente
E eu, por uma vez, obedeço

Esqueço o que sinto,
o que amo
e de mim sou escravo

Amanheço sem espaço
para mentir
A noite é cabo que ultrapasso

Mas não esqueço
o que ainda e sempre é evidente:
Por esta troca efémera de recursos
wu sou culpado e acusador

Por isso,
olho por dente

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