quarta-feira, abril 6
Se o meu País fosse sincero
Eu discordo. Eu discordo cada vez mais disso. Os consensos, quando conseguidos em bases fair, são cada vez mais a catapulta que nos permite uma mudança feliz.
O que faz falta são consensos. É a cumplicidade entre as partes - leia-se pessoas – que faz andar o barco. E todos estamos no mesmo barco. Porque o barco, antes do mais, é nosso.
Se o meu País fosse sincero, metade das alhadas em que nos metemos eram evitáveis. E não tínhamos medo, e trabalhávamos menos e melhor. Se cultivássemos a ideia de verdade, sendo nós primus inter pares, melhor construiríamos um futuro que a todos dissesse algo.
Mas não. Continuamos italianos do sul e cartagineses, sempre à espera do pecado ao lado que nos vai redimir do nosso próprio, ou que nos permita pôr de parte um adversário imaginário mas preciso. Sempre com medo da jogada do outro que nos vai pôr a milhas do lugar que ambicionamos. Fazendo alianças bestas com gente que não nos diz nada. Aceitando como fatal uma asneira perfeitamente evitável.
A gentinha mal fodida – e que não tem esperança de deixar de o ser – que pensa que não pode fazer a diferença, ou que só a faz querendo mal ao Mundo que mal lhe quer, tem de ser posta de lado.
Eu discordo dessa gente quesilenta, a quem o amor faz falta, mas pouca falta me faz por pouco amor ter consigo.
Eu quero consensos entre gente inteligente. Será que é possível?
5 Comments:
Vamos lá a esse consenso.
By vs, at abril 06, 2005
Lá ser possível, é. O grande problema é encontrar gente inteligente e que esteja descomprometida com os seus próprios e mesquinhos valôres. Um abraço de compreensão pelo desabafo.
By , at abril 06, 2005
Vê lá se arranjas um consenso entre os comentários-de-cima e os comentários-de-baixo, de molde a ficar apenas uns. Isto assim é pluralismo a mais.
By Bruno Santos, at abril 06, 2005
Quem diria...
By AS, at abril 08, 2005
Não posso concordar mais... (mais uma joia da coroa do Claque).
By CotadaEmBolsa, at abril 12, 2005
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