quarta-feira, abril 6
A Princesa do Mónaco
Em Agosto de 1977, Benidorm era o limite do hemisfério para quem queria e podia passar férias para além da praia e para perto da loucura própria de uns 17 anos a precisar de enredo. Eu estava lá. Por perto, e por companhia, levava comigo estranhos seres espinhenses, pré-degradados espíritos e corpos de rapazes entesoados quanto baste, à espera de conquistarem a Europa desnuda das mulheres-raparigas que o País, por essa altura, teimava em não abastecer. Às gajas do meu tempo, virgens falsas ou putas-virgens, que Deus as guarde em seu eterno redil. E lhes dê moagem que as prospere em anca e discrepância mamária. Adiante.
Estava a gente alerta numa discoteca da moda, apontando piças como caudas de perdigueiro em função da caça, quando do além-brança ou de nenhures surgiu uma rapariga que dá pelo nome de Carolina Kelly Grimaldi, 19 anos à tona da saia, dançando uma Donna Summer da moda no meio de um séquito pouco escolhido.
É só para dizer que a rapaziada de Espinho, habituada a meia queca por ano nas namoradas adoentadas de vaginismo, mais umas fodas feéricas ao balcão da discoteca do Praia Golfe nas casinácias bailarinas, ao verem semelhante turba salivaram. Mas quase todos olharam de lado e fizeram como a raposa: ‘Estão verdes’.
Todos? Não! Um ex-tímido relapso do descrito grupo vareiro deixou a um qualquer Sampaio a hipótese de o medalhar de cavaleiro, isto porque - sem medo, quais Doze de Inglaterra pornográficos - se atirou de alma, coração e tudo o que tinha mais à mão (ou, por uma vez, mão não era precisa) à conquista da mediática miúda que ali estava mesmo em frente.
Rezam as tais crónicas (que eu não assino de cruz) que o porreiro saltou para a espinha à Princesa e só chegou a casa várias horas depois. Espinhense autêntico, guarda a verdade desta crónica para depois da morte, que homem que valha o nome não comenta nomes das meninas que por debaixo se lhe propuseram.
Era só isto que eu tinha para dizer.
PS - Esta é a minha homenagem sincera a um grande monarca do último século, ontem falecido. Não parece mas é.
6 Comments:
Genial, absolutamente genial!
By JoaoViriato, at abril 07, 2005
Eu acho é que a Carolina devia ter ficado com esse cavaleiro de Espinho. Aquele burgesso que ela fez seu marido é o monstro de que qualquer bela devia fugir. Argh.
By AS, at abril 08, 2005
Só tu acreditas nessas gabarolices...
By PluribusUnum, at abril 09, 2005
É verdade, esqueci-me de dizer que o texto está muito bem escrito, deu gosto de ler. Pena que o fundo não seja tão bom como a forma! A história é fraca, mesmo fraca... não merecia tal qualidade de escrita.
By PluribusUnum, at abril 09, 2005
Pluribus, és um espinhense quadrado! Deixa a verve andar à solta. E quem és tu para dizer que é 'gabarolice' o que aqui se retrata? Queres que eu fale de ti, queres? Olha que eu falo! Espinho tem histórias fantásticas para escrever, mesmo as falsas ou não confirmadas. E a ti, irmão, que andas há demasiados anos por Terras de Santa Maria, te digo: somos os melhores homens do Mundo! Atreve-te e vais ver que é verdade!
By clark59, at abril 09, 2005
ó meu querido Amigo, se a Stephanie sai à mana, o que me espanta é como é que marchou só um espinhense...eheh...abençoada...abençoada...
By CotadaEmBolsa, at abril 12, 2005
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