sexta-feira, abril 15
Os meus amigos (VII)
A A. foi-me deixada em herança por uma namorada típica de muitos anos e bons. Conheço-a a tender para sempre e, no entanto, andei-lhe arredio tempos infindos.
Lembro-me da A. nos melhores dias da minha vida. Quando na tropa, tinha o condão de me guiar à tardinha, rumo ao fácil frémito de um jantar a eito. Nunca conheci melhor gaja ao volante de um veículo. É estranho: é tão feminina que até dói, mas tem capacidades de macho à flor da pele.
A A., ao contrário da maioria, fode e não sai de cima. Eu explico. Não tem grande pujança para a cultura mas sabe imediatamente o que é preciso quando a vida não corre como é suposto. Nunca a vi fugir e nunca a vi chorar. Fica sempre na fase entrecurtada que dá força. Sabe da vida. Não sabe da descrença.
A A. é um espectáculo quando quer. Um dia (tenho que o contar) ensinou-me coisas vestida que só se aprende nu. Mas lá que me cativou para o pecado... Ela sabe, é tudo.
A A. não teve vida fácil. Mas não se lhe nota. Vive com graça com o homem que escolheu e sabe (quase) sempre da temperança. Sente a desgraça quando esta lhe toca à porta, mas não desdiz da gente que é a sua. E eu sei que às vezes lhe custa.
A A. convencionou ser feliz. Mas sente a vida, mesmo a vida rasca dos outros que estão próximos. É um caso raro de gente que pressente a desdita e sofre a má-sorte, mas mesmo assim vai em frente.
A A. é minha amiga. Só pode.
Lembro-me da A. nos melhores dias da minha vida. Quando na tropa, tinha o condão de me guiar à tardinha, rumo ao fácil frémito de um jantar a eito. Nunca conheci melhor gaja ao volante de um veículo. É estranho: é tão feminina que até dói, mas tem capacidades de macho à flor da pele.
A A., ao contrário da maioria, fode e não sai de cima. Eu explico. Não tem grande pujança para a cultura mas sabe imediatamente o que é preciso quando a vida não corre como é suposto. Nunca a vi fugir e nunca a vi chorar. Fica sempre na fase entrecurtada que dá força. Sabe da vida. Não sabe da descrença.
A A. é um espectáculo quando quer. Um dia (tenho que o contar) ensinou-me coisas vestida que só se aprende nu. Mas lá que me cativou para o pecado... Ela sabe, é tudo.
A A. não teve vida fácil. Mas não se lhe nota. Vive com graça com o homem que escolheu e sabe (quase) sempre da temperança. Sente a desgraça quando esta lhe toca à porta, mas não desdiz da gente que é a sua. E eu sei que às vezes lhe custa.
A A. convencionou ser feliz. Mas sente a vida, mesmo a vida rasca dos outros que estão próximos. É um caso raro de gente que pressente a desdita e sofre a má-sorte, mas mesmo assim vai em frente.
A A. é minha amiga. Só pode.
1 Comments:
Dadas as peculiares caracteristicas, apesar de não conhecer a A., sinto que até conheço... agrada-me o "tipo" e sim, acredito que só podia mesmo ser sua Amiga.
By CotadaEmBolsa, at abril 15, 2005
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Dadas as peculiares caracteristicas, apesar de não conhecer a A., sinto que até conheço... agrada-me o "tipo" e sim, acredito que só podia mesmo ser sua Amiga.
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