domingo, março 13

Elas e o Governo

Anda meio mundo a resfolegar com o facto de o novo Governo só ter duas mulheres no cargo de ministras. Também eu acho mal: olhando para a cara e para o currículo das duas senhoras em causa, penso que o referido Executivo não devia ter nenhuma.

As “preteridas” protestam. Chamam-se elas Ana Gomes, Ana Benavente, Edite Estrela, Helena Roseta, Maria de Belém. São, no mínimo, tão más como os piores paneleiros que o Sócrates chamou para vergastar o povo em funções de Estado.

Vamos por partes: as gajas que emprestam o gineceu a uma coisa já de si arcaica como é um Governo central, chamam-se Maria (a da Educação) e Isabel (a da Cultura). Percebem tanto do assunto como a minha empregada doméstica. São mulheres, são uma merda. E não havia necessidade.

Mas as outras meninas que estavam na calha são melhores? Não são. Acontece que este País de machos enconados não conseguiu, até hoje, criar meia dúzia de fêmeas de jeito que possam alcandorar-se à régia função. As mulheres portuguesas, sendo em regra abaixo de cão na função que lhes foi confiada (disponibilizar a racha), são ainda bem piores quando se lhes deixa berrar mais alto a sua opinião. A qual, a mais das vezes, não têm, ou têm apenas para dizer mal de qualquer coisa que desconhecem profundamente.

Uma coisa tenho eu por certo: se este país tem uns homens merdosos, tem, seguramente, as mulheres mais patéticas do universo.

10 Comments:

Ele há dias de manhã em que se tivesses pensado à tarde terias chegado à conclusão que era melhor não escreveres à noite.
Hoje é, sem dúvida, um desses dias...

By Blogger PluribusUnum, at março 13, 2005  

Se continuas a escrever assim, vou ter que me aposentar.

By Blogger dragão, at março 13, 2005  

A sua sorte meu querido Amigo, é que ambos sabemos que nem o menino acredita em certas coisas...
Gosto muito mais de si quando acorda virado a norte, o sul, ou desnorte como lhe queira chamar, é uma cor que não lhe vai nada bem ao tom de pele.
Sempre estimando a sua melhor "veia", receba um abraço, nada patético, da sua Cotada

By Blogger CotadaEmBolsa, at março 13, 2005  

Nada a favor da Maria da Educação e da Isabel da Cultura. Mas atrevo-me a comentar as tuas recentes recriminações contra as mulheres. Faço-o no postal "O Clark e as Mulheres" no meu blogue. Vai lá depressa antes que continues a escrever disparates.

By Blogger Bruno Santos, at março 14, 2005  

Estes teus leitores são um bocado manhosos. E, ao fim de tanto tempo, ainda pouco te entendem. Insiste. A.F.S.

By Anonymous Anónimo, at março 14, 2005  

O meu amigo têm as mulheres em muito má conta, ou então não gosta delas.
Eu acho a mulher portuguesa a mais inteligente e bonita do mundo.

By Blogger José Viriato, at março 14, 2005  

O que querias dizer é que a merda das quotas femeninas na política foram rapidamente esquecidas pelo PS, que até há bem pouco atrás as tinham como bandeira?

By Blogger O asdrúbal, at março 15, 2005  

O Clark perdeu-se no labirinto povoado de mulheres (M) em que circula 24 horas por dia (mesmo quando dorme). Desorientou, cacimbou.
O factor M (também por ele designado como "as gajas") curto-circuita a sua matéria pensante e conduz o seu notável poder de raciocínio directamente à amálgama. Produz teorias mirabolantes, regras pretensamente ordenadoras do universo M, esse mundo que tanto o apaixona como o confunde. Teorias únicas e inimagináveis, a não ser pelo Clark, quando confrontado com o abismo que tanto o atrai, como o inquieta: o terrível factor M...
Não fora o elemento F, que carinhosamente lhe alumia o tateante caminho, o Clark soçobraria naquele vazio escuro e frio, povoado de fantasmas simultaneamente ameaçadores e almejados ("as gajas") e de simplismos mais próprios do carroceiro fanfarrão que tantas vezes parece aspirar a ser do que do poeta que é e constantemente reprime...
Estou a brincar, como é evidente... (!?)

By Blogger PluribusUnum, at março 23, 2005  

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

By Blogger PluribusUnum, at março 23, 2005  

O comentário imediatamente acima foi escrito depois de ler o texto do BOS sobre este post. E está também no Nova Frente.

By Blogger PluribusUnum, at março 23, 2005  

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Comments:
Ele há dias de manhã em que se tivesses pensado à tarde terias chegado à conclusão que era melhor não escreveres à noite.
Hoje é, sem dúvida, um desses dias...
 
Se continuas a escrever assim, vou ter que me aposentar.
 
A sua sorte meu querido Amigo, é que ambos sabemos que nem o menino acredita em certas coisas...
Gosto muito mais de si quando acorda virado a norte, o sul, ou desnorte como lhe queira chamar, é uma cor que não lhe vai nada bem ao tom de pele.
Sempre estimando a sua melhor "veia", receba um abraço, nada patético, da sua Cotada
 
Nada a favor da Maria da Educação e da Isabel da Cultura. Mas atrevo-me a comentar as tuas recentes recriminações contra as mulheres. Faço-o no postal "O Clark e as Mulheres" no meu blogue. Vai lá depressa antes que continues a escrever disparates.
 
Estes teus leitores são um bocado manhosos. E, ao fim de tanto tempo, ainda pouco te entendem. Insiste. A.F.S.
 
O meu amigo têm as mulheres em muito má conta, ou então não gosta delas.
Eu acho a mulher portuguesa a mais inteligente e bonita do mundo.
 
O que querias dizer é que a merda das quotas femeninas na política foram rapidamente esquecidas pelo PS, que até há bem pouco atrás as tinham como bandeira?
 
O Clark perdeu-se no labirinto povoado de mulheres (M) em que circula 24 horas por dia (mesmo quando dorme). Desorientou, cacimbou.
O factor M (também por ele designado como "as gajas") curto-circuita a sua matéria pensante e conduz o seu notável poder de raciocínio directamente à amálgama. Produz teorias mirabolantes, regras pretensamente ordenadoras do universo M, esse mundo que tanto o apaixona como o confunde. Teorias únicas e inimagináveis, a não ser pelo Clark, quando confrontado com o abismo que tanto o atrai, como o inquieta: o terrível factor M...
Não fora o elemento F, que carinhosamente lhe alumia o tateante caminho, o Clark soçobraria naquele vazio escuro e frio, povoado de fantasmas simultaneamente ameaçadores e almejados ("as gajas") e de simplismos mais próprios do carroceiro fanfarrão que tantas vezes parece aspirar a ser do que do poeta que é e constantemente reprime...
Estou a brincar, como é evidente... (!?)
 
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
 
O comentário imediatamente acima foi escrito depois de ler o texto do BOS sobre este post. E está também no Nova Frente.
 
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