terça-feira, fevereiro 22
Um País
Um País em que os problemas existissem, mas no qual os mesmos – pela força dos que cá vivem – pudessem ser resolvidos.
Um País, somente, em que a junção de esforços fizesse sentido e amanhã pudéssemos acordar melhor que hoje.
Um País em que Setembro não desdissesse Maio e vice-versa. Isso é que eu queria.
Não vale a pena mudar de Governo sem ter o anseio de seguir em frente.
E o que é que vale a pena?
Vou dar só um exemplo que me é caro: despedir (eu disse – despedir) todos os funcionários do Ministério da Educação é uma obra de caridade. Eu disse – todos. Nesta mudança incluo móveis, aranhas, bacias de casas de banho e perfumes no ar. O Ministério em causa é tão pernicioso à Nação que teremos mesmo que levantar as alcatifas e os tacos do chão para que lá não fique pedra sobre pedra. Não vale a pena fazer uma única reforma que seja no País se não desmantelarmos com-ple-ta-men-te o Ministério da Educação. Não pode ficar lá um contínuo. Não pode ficar lá um telefone. Não pode ficar lá nem um gato. É tudo – mas tudo – para ir fora. Não sendo adepto dos Autos de Fé, a Ana Benavente, por exemplo, poderia servir como pretexto para uma encenação realística.
Depois poderíamos continuar com a inspecção fiscal. Ou com as obras particulares e públicas da responsabilidade das autarquias. Ou com a capacidade de gestão dos nossos agricultores… Ou…
Há tanto para fazer para que o meu País se torne bonito.
Uma medida, só, eu aprovo. Mandate-se já o Instituto Português da Juventude, anualmente, para pôr cinco mil portugueses a estudar no estrangeiro, com a determinação de que, após esse estágio, têm que dar 10 anos de trabalho ao País.
E tanto mais….
3 Comments:
podemos poetizar o real, talvez
www.poesiatoda.blogspot.com
By dale, at fevereiro 22, 2005
OK..ok... gostava mas disso não temos, temos que importar e não há dinheiro.
(vamos emigrar para onde?? compro eu o bilhete aqui na Net ou compra o menino??)
Pegue lá uma beija maluca para não deprimir :*)
By CotadaEmBolsa, at fevereiro 22, 2005
Olhe senhor Clarck essa de desfazer o Ministério esse que o senhor refere é A ideia...professores e tudo! e eu punha essa gentalha toda sabe a fazer o quê, sabe senhor Clarck assim Mauísticamente falando, a tratar dos campos, a cavar...E os filhos dos pais que ficavam sem escola?! pois que ficassem que aprendessem que onde andam...ai deus do céu que estou a blasfemar!!! ai devedeser da hora+ daidade! mais da gana que me deu este seu escrito senhor quente! Boa noite!
By Fátima Santos, at fevereiro 23, 2005
(vamos emigrar para onde?? compro eu o bilhete aqui na Net ou compra o menino??)
Pegue lá uma beija maluca para não deprimir :*)
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