sexta-feira, fevereiro 25
Os treinadores de bancada
Diga-se desde já que, com o poder que têm, estes senhores integram a primeira linha de responsabilidade pela desordem nacional. Mandam mais do que políticos, falam que nem polígrafos, veiculam todas as polémicas. Têm voz e massa.
Não é que sejam propriamente desprovidos. Aqui jaz, aliás, muita da encefalopatia não acéfala dominante, que fez do País o que ele é. A ideia fundadora dos discursos, nem todos coincidentes, é: eles querem mas não podem, eles dizem mas não os ouvem, eles pedem mas ninguém lhes dá. Podiam ser secretários-gerais de Sindicatos da Administração Pública que ninguém notava a diferença.
Acontece que estes treinadores de bancada, salvo raras, episódicas, breves e mal conseguidas experiências, nunca se preocuparam com a coisa pública. Ou seja, traduzido para português, com o bem comum. Respondem – e bem – perante Assembleias Gerais de accionistas, ou escrevem pareceres a preceito. Mais nada.
Salvo raras e mentirosas tiradas de ocasião, os senadores auscultados defendem ‘o deles’, parecendo entretanto que estão a edulcorar a virtude. Não se atêm a soluções, não deixam rasto de propostas. Era só o que faltava!
Por isso, sendo certo que faz falta ouvir os nossos maiores, se estes o são não vale a pena. O desfiar de vulgaridades, a secante de inverdades, é perda de tempo.
E, se me for permitida a minha dose de demagogia, daqui lhes digo: vão trabalhar!
5 Comments:
Está a querer parecer-me que aqueles russos que vieram de passeio ao Colombo deixaram o Clark com mau feitio...
Eu não vi o programa todo, mas do que vi, diga-se de passagem que sempre ouvi o Ludgero dizer uma grande verdade: então um gajo agora tem que dar prémio a um tipo que não falta ao trabalho quando o dito foi contratado justamente para trabalhar e cumprir o contrato...???! Irra!
By pedro guedes, at fevereiro 25, 2005
Se não houver, bem depressa, espaço para os peixinhos, não nos restarão senão tubarões para criar emprego. O mais grave é que eles deixaram de ser os patroes de milhares de portugueses para se tornarem nos donos da "causa pública", dos "serviços públicos"...olhe meu Amigo, do público em geral!
Deve ser por isso que se incomodam tanto com a pequena minoria que ainda pertence ao Estado.
(Mas nós os dois somos almas livres, não é verdade? eheh)
Aquele abraço.
By CotadaEmBolsa, at fevereiro 25, 2005
Já terá sido considerada a primeira grande contrariedade do Eng Sócrates, o dito passeio dos 'turistas russos ao Colombo'...
Há que não perder a esperança na 'mudança de ciclo políco. A Nova-União Nacional está lançada?!...
Bem hajam.
(Queira somar mais um às almas, super livres)
By , at fevereiro 25, 2005
Os senhores empresários deram alguns conselhos de barriga cheia. Muitos lugares comuns. Poucos discordarão com a necessidade de um governo pequeno e de que se pague ordenados decentes aos governantes, por (muitas) óbvias razões.
Já agora - e uma vez que qualquer deles está cheio de dinheiro é de exigir-lhes que passem das palavras aos actos e que se cheguem à frente. Mesmo com os actuais ordenados.
PS: Atenção: Há um erro de Português no antepenúltimo parágrafo, certamente involuntário. Deixo-te o prazer da indubitavemente breve tarefa de o descobrir...
By PluribusUnum, at fevereiro 27, 2005
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By PluribusUnum, at fevereiro 27, 2005
Eu não vi o programa todo, mas do que vi, diga-se de passagem que sempre ouvi o Ludgero dizer uma grande verdade: então um gajo agora tem que dar prémio a um tipo que não falta ao trabalho quando o dito foi contratado justamente para trabalhar e cumprir o contrato...???! Irra!
Deve ser por isso que se incomodam tanto com a pequena minoria que ainda pertence ao Estado.
(Mas nós os dois somos almas livres, não é verdade? eheh)
Aquele abraço.
Há que não perder a esperança na 'mudança de ciclo políco. A Nova-União Nacional está lançada?!...
Bem hajam.
(Queira somar mais um às almas, super livres)
Já agora - e uma vez que qualquer deles está cheio de dinheiro é de exigir-lhes que passem das palavras aos actos e que se cheguem à frente. Mesmo com os actuais ordenados.
PS: Atenção: Há um erro de Português no antepenúltimo parágrafo, certamente involuntário. Deixo-te o prazer da indubitavemente breve tarefa de o descobrir...
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