quarta-feira, fevereiro 2
O outro 'Eixo do Mal'
O outro ‘eixo do mal’ (aquele que não se segmenta entre Piongyang, Teerão e Cartum), precisa da China como de pão para a boca. Expliquemos.
Porque raio é que os poderes ocidentais estão a deixar arruinar algumas das suas indústrias em favor da ‘competitividade’ chinesa? Será porque são a favor do comércio livre? Tretas, toda a gente sabe que a China e sucedâneos praticam trabalho escravo, com o qual é impossível competir seguindo os padrões ocidentais. Então porquê este aparente suicídio, em que milhares de trabalhadores, nomeadamente europeus, passam a desempregados com os consequentes custos sociais, de entre os quais o que se deixa de arrecadar em impostos e o que se passa a pagar em subsídios não são despiciendos?
Parece loucura de branco; mas não é. Então é o quê?
Muito simples: o Ocidente precisa dos salários baixos e da escravidão oriental (que bom seria que os pretos também trabalhassem, mas a esses nem disso os conseguem convencer, adiante…) para pressionar a sua força de trabalho a, em nome do emprego, aceitar piorar as suas condições sociais e níveis de remuneração.
É óbvio que este caminho, no longo prazo, terá custos imensos, e pode até alterar os equilíbrios geo-estratégicos, tais como os conhecemos hoje. No fundo, quem vai perder são as civilizações mais adiantadas da História humana.
Mas num Mundo onde a capacidade de gestão se mede ao trimestre, queriam o quê? E no longo prazo, como dizia um conhecido economista, ‘estamos todos mortos’.
PS - Os fazedores de merda que foram Margaret Tatcher e Ronald Reagan, com o beneplácito de François Miterrand (essa coisa asquerosa que Deus tenha, em sua infinita misericórdia) e daquele boche gordo e careca de que agora não recordo o nome, procederam à paulatina destruição da Europa tal como a minha geração a conheceu. Dos EUA nem se fala, aquilo é um País perdido onde ninguém é feliz. E ganharam o quê?
Só um exemplo: Lady Tatcher, na sua provecta ( e espero que dolorosa) menopausa viu ruir a indústria britânica. Até os Rolls-Royce são alemães, minha cabra!