quarta-feira, fevereiro 2
Ao contrário
Mas porque raio é que os políticos insistem que os jornalistas têm que lhes fazer perguntas sobre os respectivos programas eleitorais? Se estes fossem para cumprir, isso faria todo o sentido. Mas como não são...
Os jornalistas ‘representam’, passe o termo, apenas uma coisa: a opinião pública. E para esta, está provado que é mais importante, para que se possa definir o sentido de voto, saber do carácter dos políticos, se se dão bem ou mal uns com os outros, se têm competência provada em determinadas matérias, onde é que trabalharam antes de ir para o Governo (por causa das cunhas), se professam religião ou são ateus, etc.
É óbvio que os jornalistas não têm que fazer todas as vontades ao povo. Por exemplo, não devem perguntar a Santana Lopes ‘o sr., de cada vez que mudou de mulher, é porque se apaixonou por outra ou porque estava farto de aturar a anterior?’ Ou não devem perguntar a Paulo Portas ‘o sr. não tem filhos porque é estéril ou é uma opção de vida?’. Ou não podem perguntar a Francisco Louçã 'o sr. defende tanto os homossexuais, será que o filho que diz ter é mesmo seu?'
Mas não me venham cá falar sobre programas eleitorais. Ninguém liga. Bem fazem alguns jornais que resolvem o problema no dia em que aqueles são apresentados: publicam-nos e não se fala mais disso.
Um dia destes vou falar de coisas importantes, tais como a Constituição não estar a ser cumprida no que diz respeito aos pequenos partidos… mesmo para aqueles que já juraram não cumprir a Constituição…
Os jornalistas ‘representam’, passe o termo, apenas uma coisa: a opinião pública. E para esta, está provado que é mais importante, para que se possa definir o sentido de voto, saber do carácter dos políticos, se se dão bem ou mal uns com os outros, se têm competência provada em determinadas matérias, onde é que trabalharam antes de ir para o Governo (por causa das cunhas), se professam religião ou são ateus, etc.
É óbvio que os jornalistas não têm que fazer todas as vontades ao povo. Por exemplo, não devem perguntar a Santana Lopes ‘o sr., de cada vez que mudou de mulher, é porque se apaixonou por outra ou porque estava farto de aturar a anterior?’ Ou não devem perguntar a Paulo Portas ‘o sr. não tem filhos porque é estéril ou é uma opção de vida?’. Ou não podem perguntar a Francisco Louçã 'o sr. defende tanto os homossexuais, será que o filho que diz ter é mesmo seu?'
Mas não me venham cá falar sobre programas eleitorais. Ninguém liga. Bem fazem alguns jornais que resolvem o problema no dia em que aqueles são apresentados: publicam-nos e não se fala mais disso.
Um dia destes vou falar de coisas importantes, tais como a Constituição não estar a ser cumprida no que diz respeito aos pequenos partidos… mesmo para aqueles que já juraram não cumprir a Constituição…