domingo, janeiro 30
A questão fulcral
De cada vez que um político, daqueles chamados 'responsáveis', diz que o País tem que se modernizar, que a inovação é necessária e que a política de sub-contratação industrial e de promoção da competitividade através dos salários baixos está condenada, duas coisas acontecem: em primeiro lugar, a classe média-alta urbana aplaude a ideia; em segundo, o patego que detém o meio de produção emigra e leva consigo as máquinas ou o dinheiro que ganhou a vendê-las. Ele sabe muito bem que não vai poder competir nem com o exército de escravos chineses e indianos nem com a complexidade técnica alemã ou, não tarda nada, checa e polaca. E por isso pira-se antes que lhe levem o dinheirinho que tanto lhe custou a ganhar. Claro que os operários ficam no desemprego. 'Ora porra, o Estado que cuide deles'! Mas será que ele pagou impostos? Claro que não, os lucros mal davam para uma casa na Praia da Rocha (vá lá, em Benidorm) e um Ferrari dos mais baratos, quanto mais para pagar impostos.
E, além disso, fica muito mais barato pagar a um advogado ou mesmo a um fiscal das Finanças!
PS - A única alegria de um sindicalista industrial, hoje em dia, é que o patrão fuja com a massa. É só nesse momento que ele ganha importância e aparece na televisão.
E, além disso, fica muito mais barato pagar a um advogado ou mesmo a um fiscal das Finanças!
PS - A única alegria de um sindicalista industrial, hoje em dia, é que o patrão fuja com a massa. É só nesse momento que ele ganha importância e aparece na televisão.