quarta-feira, janeiro 26
'Não há trabalho como o trabalho de palco'*
Acabo de assistir, na televisão, ao filme ‘Proposta Indecente’. Confesso que nunca tinha visto, embora conhecesse a essência do argumento. O meu conservadorismo imanente leva-me a que não me sinta minimamente atraído por este género de histórias. E, em se tratando de block busters, tenho a tendência para adiar o mais que posso a visualização.
O filme é um típico produto hollywoodesco. O produtor mete a mão, o realizador contemporiza, negoceiam ambos até à exaustão… enfim, uma merda.
Mas não é de crítica cinematográfica que quero falar aqui. Terminado o filme, lembrei-me de uma outra coisa. Temos - sempre tivémos - em Portugal, criadores bastantes para todo o género de tramas. Senão, vejam este fado que a Amália cantava no princípio da sua carreira. Começa assim:
Lá porque és rico e elegante
Queres que eu seja tua amante
Por capricho ou presunção.
- Eu tenho um marido pobre
Que tem uma alma nobre
E é toda a minha paixão.
E continua:
Sabes bem que sou casada
Tenho a alma dedicada
A um amor que não conheces
Estão a ver?
Uma boa-noite para todos vocês.
* Tradução livre para a expressão 'There is no business like show business'
7 Comments:
Vou-lhe contar uma coisa: O milhão de dólares foi só para despistar... Ela gostou do homem rico, por ser acima de tudo um rico homem. E o marido quase a perdeu, porque ele sim queria o dinheiro. Quando vi esse filme, lembro-me que torci até ao fim pelo Robert Redford, mas o coitadinho venceu. Hollywood.
By AS, at janeiro 26, 2005
Confesso q tb torci pelo milionário...
Post estranho este...Ou então sou eu q n estou nos meus dias...
http://zonafranca.blogspot.com/
By Freddy, at janeiro 26, 2005
«conservadorismo imanente», fica feito o destaque.
By Samuel, at janeiro 27, 2005
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
By Lolita, at janeiro 27, 2005
Indecente era a Amália fazer-lhe essa proposta a si!
By Lolita, at janeiro 27, 2005
Eu torci para que ela não fosse e os mandasse passear e mais tarde encontrasse um terceiro que não fizesse propostas nem ficasse com vontade de aceitar baixarias em nome de uns cobres - milhões, o que for, no contexto são uns cobres, aí é que está o âmago da questão.
O fado da Amália mostra um sentimento bonito e verdadeiro. Confesso que, no que respeita ao modo de o exprimir, a minha onda é diferente, prefiro uma forma menos popular, mais entre linhas... mas poderia ser uma resposta para o milionário do filme, isso podia!
Ando há uns dias a tentar abrir os teus comentários e... não tenho conseguido! Tem sido uma grande frustração, porque tenho querido falar daquilo do jantar-debate :)
Não sou muito de me interessar por política. Confesso que os meus indicadores, são o noticiário, alterno os canais para escapar (ou variar) os estilos "catequistas"; e os valores do meu saldo bancário - em média, claro, se decidir comprar um Jaguar (sonhar não belisca minimamente o saldo) claro que o saldo fica "rapado" e a culpa não é da política. Também não perco a campanha eleitoral.
Não sei se serei o género de entrar por um restaurante dentro para uma reunião de desconhecidos - apesar de não ser uma pessoa tímida, não sei, tería que me ver mesmo confrontada com a situação para saber se ia ou não.
Mas, como ideia, interessou-me! Vai-se fazer? Se sim, avisas, Clark? Talvez gostasse de assistir (suponho que não seria muito participativa... Suponho).
By Fata Morgana, at janeiro 27, 2005
Muito bem dito, sim senhor!
By Manuela Vaz, at janeiro 28, 2005
Post estranho este...Ou então sou eu q n estou nos meus dias...
http://zonafranca.blogspot.com/
O fado da Amália mostra um sentimento bonito e verdadeiro. Confesso que, no que respeita ao modo de o exprimir, a minha onda é diferente, prefiro uma forma menos popular, mais entre linhas... mas poderia ser uma resposta para o milionário do filme, isso podia!
Ando há uns dias a tentar abrir os teus comentários e... não tenho conseguido! Tem sido uma grande frustração, porque tenho querido falar daquilo do jantar-debate :)
Não sou muito de me interessar por política. Confesso que os meus indicadores, são o noticiário, alterno os canais para escapar (ou variar) os estilos "catequistas"; e os valores do meu saldo bancário - em média, claro, se decidir comprar um Jaguar (sonhar não belisca minimamente o saldo) claro que o saldo fica "rapado" e a culpa não é da política. Também não perco a campanha eleitoral.
Não sei se serei o género de entrar por um restaurante dentro para uma reunião de desconhecidos - apesar de não ser uma pessoa tímida, não sei, tería que me ver mesmo confrontada com a situação para saber se ia ou não.
Mas, como ideia, interessou-me! Vai-se fazer? Se sim, avisas, Clark? Talvez gostasse de assistir (suponho que não seria muito participativa... Suponho).
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