sexta-feira, dezembro 10
Nem 'mansos' nem 'pretos'!
Um juíz qualquer manda um jornalista quebrar o sigilo profissional, para que o referido magistrado consiga assim resolver um caso de lana caprina que estava debaixo da sua douta alçada. O jornalista, como é óbvio, recusa revelar fontes. O juíz espeta-lhe com uma pena de prisão, com pena suspensa.
Este é, sumariamente, o caso que correu em tribunal contra o jornalsta Manso Preto, free-lancer que trabalha para o Expresso. Não se tratava, como se viu, de qualquer apuramento de justiça, mas apenas de um braço-de-ferro entre um juíz censor e um jornalista com coluna vertebral.
O precedente é perigoso. Sem anúncio prévio, a Justiça acha que pode obrigar um profissional, que tem o seu próprio Código Deontológico, a quebrá-lo em nome sabe-se lá do quê.
Ao menos no tempo da Censura, quando uns coronéis dorminhocos cortavam a eito - porque na maior parte das vezes nem descortinavam onde é que os 'superiors interesses da Nação' mandavam que se cortasse -, o jornalista sabia com o que contava à partida. Agora deixam-no escrever à vontade... mas depois querem que ele diga onde é que foi buscar a informação.
Qur fique bem claro: era só o que faltava! No dia em que os jornalistas perderem a confiança das suas fontes passam a ser porta-vozes do poder, reescrevendo comunicados oficiais e sentenças com trânsito em julgado. Não é isso que o público espera dessa classe profissional.
Este é, sumariamente, o caso que correu em tribunal contra o jornalsta Manso Preto, free-lancer que trabalha para o Expresso. Não se tratava, como se viu, de qualquer apuramento de justiça, mas apenas de um braço-de-ferro entre um juíz censor e um jornalista com coluna vertebral.
O precedente é perigoso. Sem anúncio prévio, a Justiça acha que pode obrigar um profissional, que tem o seu próprio Código Deontológico, a quebrá-lo em nome sabe-se lá do quê.
Ao menos no tempo da Censura, quando uns coronéis dorminhocos cortavam a eito - porque na maior parte das vezes nem descortinavam onde é que os 'superiors interesses da Nação' mandavam que se cortasse -, o jornalista sabia com o que contava à partida. Agora deixam-no escrever à vontade... mas depois querem que ele diga onde é que foi buscar a informação.
Qur fique bem claro: era só o que faltava! No dia em que os jornalistas perderem a confiança das suas fontes passam a ser porta-vozes do poder, reescrevendo comunicados oficiais e sentenças com trânsito em julgado. Não é isso que o público espera dessa classe profissional.
2 Comments:
Um precedente perigoso, que pode até, dar inicio a alguma caça às bruxas.
blogquisto
By , at dezembro 10, 2004
Completamente de acordo, meu amigo, completamente de acordo!
Já agora: Nos EUA, esta semana, houve um caso similar a este; Pura coincidência?
Um abração do
Zecatelhado
By antonio, at dezembro 11, 2004
Comments:
<< Home
Completamente de acordo, meu amigo, completamente de acordo!
Já agora: Nos EUA, esta semana, houve um caso similar a este; Pura coincidência?
Um abração do
Zecatelhado
Publicar um comentário
Já agora: Nos EUA, esta semana, houve um caso similar a este; Pura coincidência?
Um abração do
Zecatelhado
<< Home

