sábado, dezembro 4

Mulheres



Por necessidade ou deformação profissional, ou mesmo por decorrência matrimonial, conheço ou conheci quase todas as vedetas do jornalismo e da apresentação televisiva da última década e meia. Chamem-se Catarinas ou Bárbaras, todas, ou quase todas, me ouviram contar uma anedota, dar um conselho. Todas, ou quase todas, me disseram o que lhes ia na alma e o que sentiam por serem assim meninas mandadas ao palco da grande ilusão. Aprendi a mirar-lhes as ânsias e as sensações de ser, tanto como já antes, com muito menor esforço, lhes tinha ‘aprendido’ a mirar o resto. A dor de olhar o que arde sem se poder mexer foi colmatada pelo enchimento de alma que essas carnes trazem quando bem conversadas. Não sei se chega. Mas adiante.

Vem isto a propósito de que este País de homens atarracados, ou barrigudos, ou carecas ou mal educados tem tido a sorte de, através dos (últimos) tempos, ter gerado mulheres lindíssimas que ainda por cima sabem andar na rua. Já aqui disse, e repito, que não houve maior revolução, desde a democracia instalada, que a que permitiu às mulheres tomarem conta de si próprias. Só lhes falta – e até nisso temos sorte – meterem-se na causa pública, para a qual ainda vai sendo necessário arregimentar secretárias e amantes, como condição para cumprir a inefável Lei das Quotas.

Mas no resto as portuguesas safam-se. Cantoras, apresentadoras, actrizes, jornalistas de renome, assessoras ministeriais ou camarárias, tudo o que dê para dar ao rabo e à língua, as ‘nossas’ mulheres provam que estão à altura. Bem hajam!

Lembrei-me de escrever isto quando hoje, pela enésima vez, estava a ver a Sílvia Alberto na televisão SIC. É com orgulho que digo que tenho orgulho em ser português como aquela rapariga! Do corpo estamos falados (o Zé Marinho que me desculpe). Mas o resto é a prova (como diria o outro) da existência de Deus. Tem nível, tem presença, sabe falar, sabe o que diz (que são coisas diferentes) e até aguenta uma fatiota estúpida que algum designer manhoso acordou com a estação em exclusividade parva.

Eu gosto da Sílvia Alberto. Pena é que ela trate a senhora minha pelo nome próprio, com diminutivo à mistura.

PS. – Não ficaria de bem com os meus confrades machos se não lhes deixasse um conselho: nunca se casem com uma produtora de televisão. Tem duas desvantagens: fica-se íntimo das febras mais impecavelmente guarnecidas da Nação, sem que se possa sequer tocar-lhes, já que estas consideram a produtora quase que como uma segunda Mãe. E, mesmo sendo fêmeas, com tudo o que de volúvel isso acarreta, não ousariam nunca mexer no marido destas, ou seja, o ‘Pai’. Sina de consorte de produtora é ver de perto a luz... mas estar proibido de carregar no interruptor.

5 Comments:

É curioso verificar que, desde que o Cenoura utilizou a presidencial benzina, já vais no segundo postal com PS... Eu sei, Clark, eu sei, não precisas de dizer... Muitos dos parágrafos que um jornalista alinha e põe em marcha vêm-lhe dos arcanos da alma.

By Blogger Bruno Santos, at dezembro 04, 2004  

Eu gosto mesmo de homens lésbicos... ;))

By Blogger AS, at dezembro 04, 2004  

ai ai, tu fica-te com a produtora que não estás nada mal servido... ehehehee ;)
pandora

By Blogger SaoAlvesC, at dezembro 04, 2004  

Ó Clark,

Não se pode influenciar tanto pelo "Libelinha" senão sofre...!!!
;))

By Blogger objectiva3, at dezembro 04, 2004  

Ó AS, tenho muito apreço pela minha parte feminina, que muitas lésbicas nem sonham em alcançar. Mas diga-me cá: contaram-lhe ou foi você que adivinhou a minha orientação (que palavra nojenta) sexual?

Ó BOS, 'olhe que não, olhe que não'! (Vá lá que não me chamaste lésbico, tu não gostas de confusões, e és modernista sem ir em modernices)

Ó Pandora, pois fico, mas lá que dá raiva... Tu sabes como são os lésbicos, sempre à procura de novas 'sensações'...

Ó Objectiva, o Libelinha é um macho à maneira antiga, não é lésbico como eu.

Para finalizar (e desta vez não ponho um PS), o BOS sabe quem eu sou, não lhe vou explicar nada. No que diz respeito às minhas lindas meninas, fiquem sabendo que gosto de poucas coisas na vida (talvez de nada) como gosto de mulheres; mesmo das que teimam em permanecer vestidas e de perna traçada, o que é uma (o)posição que não lhes fica nada bem.

By Blogger clark59, at dezembro 04, 2004  

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Comments:
É curioso verificar que, desde que o Cenoura utilizou a presidencial benzina, já vais no segundo postal com PS... Eu sei, Clark, eu sei, não precisas de dizer... Muitos dos parágrafos que um jornalista alinha e põe em marcha vêm-lhe dos arcanos da alma.
 
Eu gosto mesmo de homens lésbicos... ;))
 
ai ai, tu fica-te com a produtora que não estás nada mal servido... ehehehee ;)
pandora
 
Ó Clark,

Não se pode influenciar tanto pelo "Libelinha" senão sofre...!!!
;))
 
Ó AS, tenho muito apreço pela minha parte feminina, que muitas lésbicas nem sonham em alcançar. Mas diga-me cá: contaram-lhe ou foi você que adivinhou a minha orientação (que palavra nojenta) sexual?

Ó BOS, 'olhe que não, olhe que não'! (Vá lá que não me chamaste lésbico, tu não gostas de confusões, e és modernista sem ir em modernices)

Ó Pandora, pois fico, mas lá que dá raiva... Tu sabes como são os lésbicos, sempre à procura de novas 'sensações'...

Ó Objectiva, o Libelinha é um macho à maneira antiga, não é lésbico como eu.

Para finalizar (e desta vez não ponho um PS), o BOS sabe quem eu sou, não lhe vou explicar nada. No que diz respeito às minhas lindas meninas, fiquem sabendo que gosto de poucas coisas na vida (talvez de nada) como gosto de mulheres; mesmo das que teimam em permanecer vestidas e de perna traçada, o que é uma (o)posição que não lhes fica nada bem.
 
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