sexta-feira, dezembro 17

Metro a léguas

O Metro de Lisboa (forma hiperbólica de nomear uma empresa que na sua fisionomia operativa não passa de um 'centí...Metro') resolveu alargar o seu raio de acção, com mais não sei quantas (nem me interessa) estações. Uma espécide de radial que liga 'mais do mesmo'.

Vai ser desta vez que o Metro (por assim dizer) de Lisboa se expande para a zona ocidental da cidade? Naahh, nem pensar! Semelhante ideia está bem enterrada nas gavetas mais fundas dos empoeirados gabinetes de projectos da malfadada instituição (ia a dizer empresa, mas travei a tempo). A prioridade é aquela coisa bizantina, que já custou milhões e milhões, de levar a linha desde o Chiado a Santa Apolonia, o que não teria mal nenhum se não fosse o traçado escolhido.

Mas tenhamos fé. Faz parte dos projectos do Metro (e quão ínvios são os caminhos dos senhores que por lá desmandam) iniciar a obra de ligação do Rato a Alcântara em 2008. Portanto, o mais tardar no dia de 'São Nunca à Tarde' viremos de Metro do Estádio do Restelo até à Baixa. Pouco depois, o fantasma do saudoso professor Alfredo de Sousa (que asinava e datava os seus textos a partir de Linda-a-Velha) poderá assumir a cátedra eterna na sua Universidade Nova sem precisar de usar automóvel.

Oremos. E oremos também pela alma em vida da gente que manda no Metro, e que - literalmente - se esquece de metade da cidade que devia servir.

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