sábado, dezembro 11
Hino
Os meus heróis balançam com medo
Trazem no corpo a solene herança
De cumprir Pátria e a jurar sempre
- Homens sem tempo têm sempre esperança
Da guerra sabem os que a viveram
Ouvem-se então os heróis da estância
Calçam-se os dedos com espingardas
Que já não são as de meter medo
Ao leme está um homem decente
À popa vai o senhor da festa
Mas nunca sei se devo ficar
Ou morrer jovem por pior que seja
Ao leme está por pior que seja
Um homem sem tempo de ter medo
Vivem depois os heróis da festa
Que já não são os que morrem jovem
O tempo está de uma maré cheia
Ao tempo vai uma mão com tempo
Calam-se os tempos que em vão arcaram
Com mais que pode esta mão alheia
Alegre vai o quinhão da glória
Que nos contempla e nos dá razão
Não lembro apenas o que é de agora
- A mulher minha e a revolução
Sou de um tempo antes da desgraça
Meio da vida, meio de fora
Nem sou capaz de dizer à história
Morto serei, vivo estou por graça
Só por desdita ou grande ilusão
Vamos fechar, não abrir a mão
Num quadro sério, numa sã liça
Não há quem vença sem um outro irmão
Sem uma cábula neste exame
Fico sozinho mas acredito
Alguém vai ser a minha grã dama
E eu vou ser o mais expedito
Vou ser a alma deste momento
Tenho em cerco toda a cidade
Tenho a montanha e a plenitude
Tenho sargaço, tenho a Lusitânia
Tenho mercados onde a espaços
Vou conhecendo a egrégia saga
Demarco trópicos que contemplo
- O mar infindo sem dele ter mágoa
Nunca escondi onde quero a força
Este caminho não conhece bruma
Estou na vitória como quem passa
Por estes dias como breve espuma
Lutei, lutaste, por melhor País
Às vezes sendo o melhor que passa
E por ser homem desta raiz
Jamais vou ser arauto da desgraça
Trazem no corpo a solene herança
De cumprir Pátria e a jurar sempre
- Homens sem tempo têm sempre esperança
Da guerra sabem os que a viveram
Ouvem-se então os heróis da estância
Calçam-se os dedos com espingardas
Que já não são as de meter medo
Ao leme está um homem decente
À popa vai o senhor da festa
Mas nunca sei se devo ficar
Ou morrer jovem por pior que seja
Ao leme está por pior que seja
Um homem sem tempo de ter medo
Vivem depois os heróis da festa
Que já não são os que morrem jovem
O tempo está de uma maré cheia
Ao tempo vai uma mão com tempo
Calam-se os tempos que em vão arcaram
Com mais que pode esta mão alheia
Alegre vai o quinhão da glória
Que nos contempla e nos dá razão
Não lembro apenas o que é de agora
- A mulher minha e a revolução
Sou de um tempo antes da desgraça
Meio da vida, meio de fora
Nem sou capaz de dizer à história
Morto serei, vivo estou por graça
Só por desdita ou grande ilusão
Vamos fechar, não abrir a mão
Num quadro sério, numa sã liça
Não há quem vença sem um outro irmão
Sem uma cábula neste exame
Fico sozinho mas acredito
Alguém vai ser a minha grã dama
E eu vou ser o mais expedito
Vou ser a alma deste momento
Tenho em cerco toda a cidade
Tenho a montanha e a plenitude
Tenho sargaço, tenho a Lusitânia
Tenho mercados onde a espaços
Vou conhecendo a egrégia saga
Demarco trópicos que contemplo
- O mar infindo sem dele ter mágoa
Nunca escondi onde quero a força
Este caminho não conhece bruma
Estou na vitória como quem passa
Por estes dias como breve espuma
Lutei, lutaste, por melhor País
Às vezes sendo o melhor que passa
E por ser homem desta raiz
Jamais vou ser arauto da desgraça