terça-feira, setembro 21
Os meus quinze anos
Depois do BOS sacanear toda a malta do meu tempo, está na hora de dizer algo sobre o assunto. Ou melhor, caguei na malta, vou falar de mim.
Sobre a democracia: está visto que o sistema não tem culpa. O edema és tu mais a companha dos interesses. Imagina que o rei (o teu, seja ele qual for) vai nu: fazes-lhe a cruz dos Templários? Ou resolves a saúde, a educação, eu sei lá?! Fazes nada, é mais o teu género. Ou julgas que o Estado é soberano? Pobre de espírito….
Eu, quando com outros me ajuntei ao monte da esperança, fui sempre crítico. Imagina-me como o Ferro, de que gostas, a lutar para que o Estado Novo não descambasse na ideia idiota e pobre onde se afundou.
Depois, a verdade é que ninguém timbrou de forte. Eu tentei, juro. Mas fui o único. Estou por isso me cagando para as falhas dos 15 anos, ou mesmo depois.
Há tanta coisa que podia ter sido feita, no tempo que nada foi. Mudar a propriedade, por exemplo. Não fizémos. Pôr em prática a educação dos pobres. Não fizémos. É disso que falas? Duvido...
Mas há também outras coisas que mudaram. As mulheres, por exemplo. Onde obtinhas tu uma cona disponível (desde que gostasse de ti) antes do casamento, em mil nove e setenta e três? Quase impossível. Agora é fácil. Ainda bem, mesmo com a Sida à porta.
Reconheço que a minha geração não foi além da Taprobana. E poderia? Acho que não. Num País onde o tempo não tem nome e onde as ideias se propagam mal, o que é que faria um jovem de 15 anos? Revolução?
Nem pensar.
Mas custa ser e não ser!
A questão é ser português, e nisso estou contigo.
Um abraço
PS- Quanto aos Euricos e aos Lencastres, perderam as terras dos vóvós, foi, meus lindos? Que pena! Foram parar às mãos dos comunistas, foram!? Que chatice….. Bem que vocês teriam feito daquilo o melhor possível, não era? Cabrão do Vasco Gonçalves.. Tch, tch. Vão-se catar, novecentos anos de direitas não nos puseram em melhor lugar.
Sobre a democracia: está visto que o sistema não tem culpa. O edema és tu mais a companha dos interesses. Imagina que o rei (o teu, seja ele qual for) vai nu: fazes-lhe a cruz dos Templários? Ou resolves a saúde, a educação, eu sei lá?! Fazes nada, é mais o teu género. Ou julgas que o Estado é soberano? Pobre de espírito….
Eu, quando com outros me ajuntei ao monte da esperança, fui sempre crítico. Imagina-me como o Ferro, de que gostas, a lutar para que o Estado Novo não descambasse na ideia idiota e pobre onde se afundou.
Depois, a verdade é que ninguém timbrou de forte. Eu tentei, juro. Mas fui o único. Estou por isso me cagando para as falhas dos 15 anos, ou mesmo depois.
Há tanta coisa que podia ter sido feita, no tempo que nada foi. Mudar a propriedade, por exemplo. Não fizémos. Pôr em prática a educação dos pobres. Não fizémos. É disso que falas? Duvido...
Mas há também outras coisas que mudaram. As mulheres, por exemplo. Onde obtinhas tu uma cona disponível (desde que gostasse de ti) antes do casamento, em mil nove e setenta e três? Quase impossível. Agora é fácil. Ainda bem, mesmo com a Sida à porta.
Reconheço que a minha geração não foi além da Taprobana. E poderia? Acho que não. Num País onde o tempo não tem nome e onde as ideias se propagam mal, o que é que faria um jovem de 15 anos? Revolução?
Nem pensar.
Mas custa ser e não ser!
A questão é ser português, e nisso estou contigo.
Um abraço
PS- Quanto aos Euricos e aos Lencastres, perderam as terras dos vóvós, foi, meus lindos? Que pena! Foram parar às mãos dos comunistas, foram!? Que chatice….. Bem que vocês teriam feito daquilo o melhor possível, não era? Cabrão do Vasco Gonçalves.. Tch, tch. Vão-se catar, novecentos anos de direitas não nos puseram em melhor lugar.