segunda-feira, agosto 9
A poesia panfletária
A maior parte da poesia panfletária não presta. Ainda me lembro que, depois do 25 de Abril, muita gente esperava uma explosão de criatividade a todos os níveis, por causa do fim da censura. Não aconteceu nada disso, tendo sido preciso esperar algum tempo para que os criadores assentassem e lhes apetecesse voltar ao estirador e à caneta. Na verdade, havia coisas de mais para viver na realidade. Nessas alturas, a ficção não faz nenhum sentido.
Ontem lembrei-me de uma canção perdida que, em letra e música, sendo absolutamente panfletária, tem alguma qualidade. É assim:
‘Abre os olhos e vê, sê vigilante
A reacção não passará adiante
Do teu punho fechado contra o medo
Levanta-te meu Povo, não é tarde
Agora é que o mar canta e que o sol arde
Pois quando um povo acorda é sempre cedo’
1 Comments:
Onde está a qualidade nessa rima, caro Quelarque? Explique ao povo, o povo não percebe...!
O povo porfia, não cede,
insiste, insiste,
mas não percebe!
É o Quelarque, é ele a nossa luz
O único que entre as trevas
À qualidade da rima nos conduz
By PluribusUnum, at agosto 09, 2004
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Onde está a qualidade nessa rima, caro Quelarque? Explique ao povo, o povo não percebe...!
O povo porfia, não cede,
insiste, insiste,
mas não percebe!
É o Quelarque, é ele a nossa luz
O único que entre as trevas
À qualidade da rima nos conduz
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O povo porfia, não cede,
insiste, insiste,
mas não percebe!
É o Quelarque, é ele a nossa luz
O único que entre as trevas
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