terça-feira, agosto 10

As pontes e o Salvado

O Diário de Notícias e o Jornal de Negócios * de ontem (2ª-feira) tinham uma coincidência interessante no tema de abertura. Ambos falavam de pontes. O primeiro - comparando estudos de há cerca de três anos com dados actualizados - verificou que há atrasos nos remendos das pontes que foram, à época, consideradas mais problemáticas. O segundo, usando fontes próximas do processo, afirmou que a Lusoponte (concessionária das travessias do Rio Tejo desde Vila Franca de Xira até à foz) estava pronta a pagar uma nova ligação entre a capital e a Margem Sul, desde que lhe melhorem as contrapartidas. É a primeira vez neste blog, que existe vai para quatro meses e meio, que corro o risco de falar de notícias assinadas por pessoas que me são muito próximas. Vou corrrê-lo.

Tanto quanto posso avaliar, ambas as notícias focam questões de interesse público, quais sejam a segurança e robustez das pontes que temos, e a viabilização de uma que ainda não temos e que tanta falta faz.

As notícias em causa 'duraram', mais coisa menos coisa, até à hora de almoço (nada mau...). Quando muito, no caso da do DN, aguardava-se, segundo julgo saber, um esclarecimento qualquer do IEP (Instituto das Estradas de Portugal), que alegadamente não terá gostado do título (Pontes em Risco). Durante a tarde, acabaram-se as pontes.

O sound-bite preferido passou a ser a eventualidade da demissão do director-nacional da PJ, um tal de Adelino Salvado. Não me perguntem pela razão subjacente a tal coisa, que acabaria por tornar-se realidade ao final da tarde. Há umas cassetes que foram roubadas, acho eu. Tinham declarações de pessoas que não deviam ter declarado nada, dizem-me. Foram gravadas sem conhecimento dos falantes, alegam uns quantos.

Novidade? Quase nenhuma. Toda a gente com juízo sabe há imenso tempo que o processo Casa Pia (é disso que se trata), mais este louvável senhor Adelino, não são coisa de fiar. Há muito tempo que pessoas melhor colocadas que este extraterrestre de Kripton afirmam, sem desmentido que se veja, que isto está tudo inquinado, de propósito para fazer das vítimas seres maldosos, e dos agressores uns quase santos.

Mas lá que se perdeu uma boa oportunidade para falar das pontes, perdeu-se.
Sic (sem ofensa) transit gloriae mundi

* Não pus os links, são fáceis de encontrar.

PS - Dada a minha proximidade dos autores das duas prosas supra-citadas, agradecia-se um grande shut up a quem tiver informação privilegiada sobre esse facto.

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