segunda-feira, julho 26
Sobre política
1 - Eu gosto do António Lobo Xavier. Por coisas cá minhas e por outras.
Das primeiras, é porque o fulano é dos poucos (pouquíssimos) do meu tempo que sobrevoou a nossa idade e se instalou na política com mérito e pachorra para tal. Na minha geração, a maior de nós aos vinte e cinco anos já estava farto e desiludido com aquilo.
Mas gosto também dele porque lhe reconheço alguma cultura, ponderação, garra e obra feita na profissão que escolheu.
Dito isto, delirei com a sua última prestação no agora chamado Quadratura do Círculo (antigo Flash-Back). A forma subliminar como levava os seus companheiros de tertúlia a eliminar Paulo Portas foi digna de príncipe florentino. Repare-se: ele nunca atacou Paulo Portas. Mas deixou caminho aberto a que os outros o fizessem. Aplico-lhe a ele, Lobo Xavier, a fórmula que magnanimamente repetiu para dizer que apoiava o Governo: «dêem-lhe tempo...»
2 - O PS sempre foi o sítio mais giro para se estar, ou frequentar, nos meios da política portuguesa. É perigoso vezes sem conta, hilariante de quando em vez, arejado uma vez por outra, estimulante vezes quanto baste. Agora é quase tudo isso.
À distância, percebe-se agora melhor porque Sampaio não guardou na gaveta o seu cartão de militante. Maior intervenção que a que ele teve na vida do partido é difícil. Com uma decisão sua, conseguiu afastar o secretário-geral que duas semanas antes apelava à maioria absoluta. Pôs também no poder um Governo que, pelo andar da carruagem, não aguenta o resto da legislatura. E abre caminho ao regresso dos seus ao Palácio de S.Bento.
Das primeiras, é porque o fulano é dos poucos (pouquíssimos) do meu tempo que sobrevoou a nossa idade e se instalou na política com mérito e pachorra para tal. Na minha geração, a maior de nós aos vinte e cinco anos já estava farto e desiludido com aquilo.
Mas gosto também dele porque lhe reconheço alguma cultura, ponderação, garra e obra feita na profissão que escolheu.
Dito isto, delirei com a sua última prestação no agora chamado Quadratura do Círculo (antigo Flash-Back). A forma subliminar como levava os seus companheiros de tertúlia a eliminar Paulo Portas foi digna de príncipe florentino. Repare-se: ele nunca atacou Paulo Portas. Mas deixou caminho aberto a que os outros o fizessem. Aplico-lhe a ele, Lobo Xavier, a fórmula que magnanimamente repetiu para dizer que apoiava o Governo: «dêem-lhe tempo...»
2 - O PS sempre foi o sítio mais giro para se estar, ou frequentar, nos meios da política portuguesa. É perigoso vezes sem conta, hilariante de quando em vez, arejado uma vez por outra, estimulante vezes quanto baste. Agora é quase tudo isso.
À distância, percebe-se agora melhor porque Sampaio não guardou na gaveta o seu cartão de militante. Maior intervenção que a que ele teve na vida do partido é difícil. Com uma decisão sua, conseguiu afastar o secretário-geral que duas semanas antes apelava à maioria absoluta. Pôs também no poder um Governo que, pelo andar da carruagem, não aguenta o resto da legislatura. E abre caminho ao regresso dos seus ao Palácio de S.Bento.
1 Comments:
Esperemos... esperemos...
By Manuela Vaz, at julho 26, 2004
