sábado, julho 24
A Feia Instrução Pública
A propósito de uma polémica destes com estes, mão amiga lembrou-me do essencial. Aqui vai, com 117 anos de atraso *:
'- Ó Ega, quem é aquele homem, aquele Sousa Neto, que quis saber se em Inglaterra havia também literatura?
Ega olhou-o com espanto:
- Pois não adivinhaste? Não deduziste logo? Não viste imediatamente quem neste país é capaz de fazer essa pergunta?
- Não sei.... Há tanta gente capaz....
E o Ega radiante:
- Oficial superior de uma repartição do Estado!
- De qual?
- Ora, de qual! De qual há-de ser?... Da Instrução Pública!'
(À laia do The Old Man, para ouvir com o 'De profundis')
* Os Maias, Eça de Queiroz
'- Ó Ega, quem é aquele homem, aquele Sousa Neto, que quis saber se em Inglaterra havia também literatura?
Ega olhou-o com espanto:
- Pois não adivinhaste? Não deduziste logo? Não viste imediatamente quem neste país é capaz de fazer essa pergunta?
- Não sei.... Há tanta gente capaz....
E o Ega radiante:
- Oficial superior de uma repartição do Estado!
- De qual?
- Ora, de qual! De qual há-de ser?... Da Instrução Pública!'
(À laia do The Old Man, para ouvir com o 'De profundis')
* Os Maias, Eça de Queiroz
1 Comments:
:) ando a planear reler Os Maias... é um dos livros da minha vida! Lembras-te da cena em que o Ega, pôdre de bêbedo, revela ao Carlos uma coisa que ele não sabia, dizendo-lhe "queria que a minha mãe fosse uma marafona como a tua!".....
É um livro com muita ironia, muito bem escrito, magoa. Dói aquele final, com o Afonso da Maia vagueando desesperado pelos corredores do Ramalhete a evitar olhar o neto... e aquele último olhar trocado.
Muito especial, esse livro.
By Fata Morgana, at julho 26, 2004
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:) ando a planear reler Os Maias... é um dos livros da minha vida! Lembras-te da cena em que o Ega, pôdre de bêbedo, revela ao Carlos uma coisa que ele não sabia, dizendo-lhe "queria que a minha mãe fosse uma marafona como a tua!".....
É um livro com muita ironia, muito bem escrito, magoa. Dói aquele final, com o Afonso da Maia vagueando desesperado pelos corredores do Ramalhete a evitar olhar o neto... e aquele último olhar trocado.
Muito especial, esse livro.
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É um livro com muita ironia, muito bem escrito, magoa. Dói aquele final, com o Afonso da Maia vagueando desesperado pelos corredores do Ramalhete a evitar olhar o neto... e aquele último olhar trocado.
Muito especial, esse livro.
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