domingo, junho 20

O gajo já tem 60 anos



Vai passar nessa avenida
um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
que aqui passaram
sambas imortais
Que aqui sangraram pelos
nossos pés
Que aqui sambaram
nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal,
Tinham direito a uma
alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões
retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório
geral
Vai passar


2 Comments:

É comuna (coitado, não se pode ter tudo) mas gosto de o ouvir! O que é bom, é bom!!


Nelson Buiça

By Blogger vs, at junho 21, 2004  

E está bem escorreitinho!!!!

By Blogger Manuela Vaz, at junho 21, 2004  

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Comments:
É comuna (coitado, não se pode ter tudo) mas gosto de o ouvir! O que é bom, é bom!!


Nelson Buiça
 
E está bem escorreitinho!!!!
 
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