domingo, junho 13

A única coisa engraçada é que foi a primeira vez



É a primeira vez na história que o PS ganha umas eleições contra os dois principais partidos de direita coligados. Imaginem só o que aconteceria se os 'chuchas' tivessem um líder!...

É óbvio que há que tirar ilações disto. E Durão Barroso, se bem o conheço, vai começar a minar o CDS/PP, para conseguir governar sozinho. Vai haver dinheiro para tudo menos para a Segurança Social (do sinistro Bagão, o pior ministro da SS desde que me conheço), a Justiça (que se vai estatelar ao comprido não tarda nada, e que é representada pela coitada da Cardona) e a Defesa (do Portas himself, bem feito por não ter aceite a Administração Interna).

Para o PS, uma pergunta: que fazer com esta vitória? O facto triste é que, mais uma vez, se percebe que raramente se ganham eleições na Oposição (as excepções terão sido Cavaco em 87 e Guterres em 95), perdem-se no Governo.

É evidente que vai haver uma remodelação, que chamará ao poleiro segundas figuras de ambos os partidos no poder. Vai ficar pior. Não aguenta até ao fim da legislatura.

E depois virá o Ferro. Estamos fritos.

PS. - A abstenção, a creditar nas projecções, não foi pior que o costume. Façam lá eleições que não calhem a uma 'ponte' (a única deste ano abjecto) e párem de chorar com a falta de empenhamento dos cidadãos.

8 Comments:

O Jorgito Sampaio não devia ter gasto o seu latim a tentar convencer os Portugueses a ir votar. Devia sim ter apelado aos partidos concorrentes para que os temas da campanha fossem unica e exclusivamente europeu, não da politicazinha interna.

By Blogger Luís Bonifácio, at junho 13, 2004  

Clark! Esteja descansado!
O Durão acabou de me telefonar e ofereceu-me o cargo de ministro da Segurança Social e/ou da Economia.
Como vê ficam os ministérios em boas mãos!
Durma tranquilo! A remodelação já começou!



Nelson Buiça

By Blogger vs, at junho 13, 2004  

Os números são insofismáveis: a coligação governamental apanhou uma sova monumental e quem ganhou com isso foi o PS. Toda a esquerda subiu. A direita afundou-se.
Isto não tem discussão.
Sobra apenas uma outra questão: a da abstenção.
Os que perderam argumentam com a abstenção. Só que a abstenção destas eleições, com ponte e 10 de Junho e Euro-2004 e tudo foi inferior à de há dez anos. E, por sinal, bastante semelhante à média europeia. Não serve de justificação, por mais que queiram!
Em democracia só contam os que votam. Os que com pouco ou muito sacrifício se deram ao trabalho de expressar a sua voz, votando.

Os outros são os que faltaram à chamada da democracia. Por variadíssimos motivos. Há os que morreram, os que estão no estrangeiro, os que estão doentes e os que não puderam ir votar por motivos de força maior. Estes fazem parte do que se chama abstenção técnica. Serão 3 ou 4%, quando muito. Não votaram porque não puderam, logo não se excluiram do sistema democrático. Para mim, mantêm intactos os seus direitos. Aconteceu-me a mim próprio uma vez, no referendo do aborto.
Depois há os outros. E os outros dividem-se em várias categorias:

1 - os que preferiram ir para a praia, ou p'ó campo, ou p'ó raio que os parta - que se lixem!2 - os que acham que não vale a pena ir votar "porque são todos uns ladrões" - idem, aspas!3 - os descontentes com o sistema político - idem, aspas! (Se querem mostrar o seu descontentamento com o sistema político, então levantem os anafados cus das cadeiras e votem branco ou nulo, para que possam ser contados)
4 - os que não votam porque desprezam a democracia ou porque são contra ela - Estes fazem bem e pelo menos são coerentes! (Mas não os podemos contar porque, como é evidente, eles próprios não querem contar no campo da democracia)

Todas estas pessoas se excluiram voluntariamente do sistema democrático, consciente ou inconscientemente. Não votaram porque não quiseram. Por isso não têm direito a ser contados, nem temos nada que contar com eles.
Nem podem ser reclamados por ninguém, como é evidente.
Não votaram, não existem. Para a democracia, só contam os votam. Os outros, como não podemos contar com eles, também não temos nada que os "ouvir", como dizia há pouco, hipocritamente, o Durão.
Que se lixem! Só contam os que estão do lado da democracia!

By Anonymous Anónimo, at junho 14, 2004  

Os números são insofismáveis: a coligação governamental apanhou uma sova monumental e quem ganhou com isso foi o PS. Toda a esquerda subiu. A direita afundou-se.
Isto não tem discussão.
Sobra apenas uma outra questão: a da abstenção.
Os que perderam argumentam com a abstenção. Só que a abstenção destas eleições, com ponte e 10 de Junho e Euro-2004 e tudo foi inferior à de há dez anos. E, por sinal, bastante semelhante à média europeia. Não serve de justificação, por mais que queiram!
Em democracia só contam os que votam. Os que com pouco ou muito sacrifício se deram ao trabalho de expressar a sua voz, votando.

Os outros são os que faltaram à chamada da democracia. Por variadíssimos motivos. Há os que morreram, os que estão no estrangeiro, os que estão doentes e os que não puderam ir votar por motivos de força maior. Estes fazem parte do que se chama abstenção técnica. Serão 3 ou 4%, quando muito. Não votaram porque não puderam, logo não se excluiram do sistema democrático. Para mim, mantêm intactos os seus direitos. Aconteceu-me a mim próprio uma vez, no referendo do aborto.
Depois há os outros. E os outros dividem-se em várias categorias:

1 - os que preferiram ir para a praia, ou p'ó campo, ou p'ó raio que os parta - que se lixem!2 - os que acham que não vale a pena ir votar "porque são todos uns ladrões" - idem, aspas!3 - os descontentes com o sistema político - idem, aspas! (Se querem mostrar o seu descontentamento com o sistema político, então levantem os anafados cus das cadeiras e votem branco ou nulo, para que possam ser contados)
4 - os que não votam porque desprezam a democracia ou porque são contra ela - Estes fazem bem e pelo menos são coerentes! (Mas não os podemos contar porque, como é evidente, eles próprios não querem contar no campo da democracia)

Todas estas pessoas se excluiram voluntariamente do sistema democrático, consciente ou inconscientemente. Não votaram porque não quiseram. Por isso não têm direito a ser contados, nem temos nada que contar com eles.
Nem podem ser reclamados por ninguém, como é evidente.
Não votaram, não existem. Para a democracia, só contam os votam. Os outros, como não podemos contar com eles, também não temos nada que os "ouvir", como dizia há pouco, hipocritamente, o Durão.
Que se lixem! Só contam os que estão do lado da democracia!

By Blogger PluribusUnum, at junho 14, 2004  

Sorry, mandei um post anónimo inadvertidamente... Eu que desprezo os posts anónimos!
Nunca me tinha acontecido, mas também sou novo nestas andanças...

By Blogger PluribusUnum, at junho 14, 2004  

Também fiquei a saber que os anónimos não podem retirar os seus posts, não aparece a caixa do lixo. Por isso decidi repetir, com o meu nick.

By Blogger PluribusUnum, at junho 14, 2004  

Ó Pluribusunum, o meu caro transpira democracia por todos os poros. Com que então os portugueses que não votaram, não existem? Os que não concordam com este sistema politico, como eu (tenho esse direito? ou não?), o que é que devem fazer? Entrar pela Assembleia da República de G3 e fuzilar aquela gente toda? Ou pacatamente abster-se?
Quando só meia dúzia de gatos pingados ( a ver se o Anonymous, não me chatei com o plágio da expressão anterior) votarem. Veremos se contamos ou não contamos.
Aqueles que não contam para coisissima nenhuma, são aqueles que se FURTAM A PAGAR OS IMPOSTOS. Eu cumpro até ao tostão com as minhas obrigações fiscais, cumpro escrupulosamente com a Constituição da República, pelo que meu caro, não aceito a sua visão totalitarista.

By Blogger Alfredo F., at junho 14, 2004  

Eu cá votei!!...era o que me faltava, perder a oportunidade de me vingar!!

By Blogger CotadaEmBolsa, at junho 14, 2004  

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O Jorgito Sampaio não devia ter gasto o seu latim a tentar convencer os Portugueses a ir votar. Devia sim ter apelado aos partidos concorrentes para que os temas da campanha fossem unica e exclusivamente europeu, não da politicazinha interna.
 
Clark! Esteja descansado!
O Durão acabou de me telefonar e ofereceu-me o cargo de ministro da Segurança Social e/ou da Economia.
Como vê ficam os ministérios em boas mãos!
Durma tranquilo! A remodelação já começou!



Nelson Buiça
 
Os números são insofismáveis: a coligação governamental apanhou uma sova monumental e quem ganhou com isso foi o PS. Toda a esquerda subiu. A direita afundou-se.
Isto não tem discussão.
Sobra apenas uma outra questão: a da abstenção.
Os que perderam argumentam com a abstenção. Só que a abstenção destas eleições, com ponte e 10 de Junho e Euro-2004 e tudo foi inferior à de há dez anos. E, por sinal, bastante semelhante à média europeia. Não serve de justificação, por mais que queiram!
Em democracia só contam os que votam. Os que com pouco ou muito sacrifício se deram ao trabalho de expressar a sua voz, votando.

Os outros são os que faltaram à chamada da democracia. Por variadíssimos motivos. Há os que morreram, os que estão no estrangeiro, os que estão doentes e os que não puderam ir votar por motivos de força maior. Estes fazem parte do que se chama abstenção técnica. Serão 3 ou 4%, quando muito. Não votaram porque não puderam, logo não se excluiram do sistema democrático. Para mim, mantêm intactos os seus direitos. Aconteceu-me a mim próprio uma vez, no referendo do aborto.
Depois há os outros. E os outros dividem-se em várias categorias:

1 - os que preferiram ir para a praia, ou p'ó campo, ou p'ó raio que os parta - que se lixem!2 - os que acham que não vale a pena ir votar "porque são todos uns ladrões" - idem, aspas!3 - os descontentes com o sistema político - idem, aspas! (Se querem mostrar o seu descontentamento com o sistema político, então levantem os anafados cus das cadeiras e votem branco ou nulo, para que possam ser contados)
4 - os que não votam porque desprezam a democracia ou porque são contra ela - Estes fazem bem e pelo menos são coerentes! (Mas não os podemos contar porque, como é evidente, eles próprios não querem contar no campo da democracia)

Todas estas pessoas se excluiram voluntariamente do sistema democrático, consciente ou inconscientemente. Não votaram porque não quiseram. Por isso não têm direito a ser contados, nem temos nada que contar com eles.
Nem podem ser reclamados por ninguém, como é evidente.
Não votaram, não existem. Para a democracia, só contam os votam. Os outros, como não podemos contar com eles, também não temos nada que os "ouvir", como dizia há pouco, hipocritamente, o Durão.
Que se lixem! Só contam os que estão do lado da democracia!
 
Os números são insofismáveis: a coligação governamental apanhou uma sova monumental e quem ganhou com isso foi o PS. Toda a esquerda subiu. A direita afundou-se.
Isto não tem discussão.
Sobra apenas uma outra questão: a da abstenção.
Os que perderam argumentam com a abstenção. Só que a abstenção destas eleições, com ponte e 10 de Junho e Euro-2004 e tudo foi inferior à de há dez anos. E, por sinal, bastante semelhante à média europeia. Não serve de justificação, por mais que queiram!
Em democracia só contam os que votam. Os que com pouco ou muito sacrifício se deram ao trabalho de expressar a sua voz, votando.

Os outros são os que faltaram à chamada da democracia. Por variadíssimos motivos. Há os que morreram, os que estão no estrangeiro, os que estão doentes e os que não puderam ir votar por motivos de força maior. Estes fazem parte do que se chama abstenção técnica. Serão 3 ou 4%, quando muito. Não votaram porque não puderam, logo não se excluiram do sistema democrático. Para mim, mantêm intactos os seus direitos. Aconteceu-me a mim próprio uma vez, no referendo do aborto.
Depois há os outros. E os outros dividem-se em várias categorias:

1 - os que preferiram ir para a praia, ou p'ó campo, ou p'ó raio que os parta - que se lixem!2 - os que acham que não vale a pena ir votar "porque são todos uns ladrões" - idem, aspas!3 - os descontentes com o sistema político - idem, aspas! (Se querem mostrar o seu descontentamento com o sistema político, então levantem os anafados cus das cadeiras e votem branco ou nulo, para que possam ser contados)
4 - os que não votam porque desprezam a democracia ou porque são contra ela - Estes fazem bem e pelo menos são coerentes! (Mas não os podemos contar porque, como é evidente, eles próprios não querem contar no campo da democracia)

Todas estas pessoas se excluiram voluntariamente do sistema democrático, consciente ou inconscientemente. Não votaram porque não quiseram. Por isso não têm direito a ser contados, nem temos nada que contar com eles.
Nem podem ser reclamados por ninguém, como é evidente.
Não votaram, não existem. Para a democracia, só contam os votam. Os outros, como não podemos contar com eles, também não temos nada que os "ouvir", como dizia há pouco, hipocritamente, o Durão.
Que se lixem! Só contam os que estão do lado da democracia!
 
Sorry, mandei um post anónimo inadvertidamente... Eu que desprezo os posts anónimos!
Nunca me tinha acontecido, mas também sou novo nestas andanças...
 
Também fiquei a saber que os anónimos não podem retirar os seus posts, não aparece a caixa do lixo. Por isso decidi repetir, com o meu nick.
 
Ó Pluribusunum, o meu caro transpira democracia por todos os poros. Com que então os portugueses que não votaram, não existem? Os que não concordam com este sistema politico, como eu (tenho esse direito? ou não?), o que é que devem fazer? Entrar pela Assembleia da República de G3 e fuzilar aquela gente toda? Ou pacatamente abster-se?
Quando só meia dúzia de gatos pingados ( a ver se o Anonymous, não me chatei com o plágio da expressão anterior) votarem. Veremos se contamos ou não contamos.
Aqueles que não contam para coisissima nenhuma, são aqueles que se FURTAM A PAGAR OS IMPOSTOS. Eu cumpro até ao tostão com as minhas obrigações fiscais, cumpro escrupulosamente com a Constituição da República, pelo que meu caro, não aceito a sua visão totalitarista.
 
Eu cá votei!!...era o que me faltava, perder a oportunidade de me vingar!!
 
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