terça-feira, junho 15
Ajuda à mulher que manda
Minhas (ou mesmo não minhas) senhoras:
Diz-me o cardápio do INE (Instituto Nacional de Estatística, que Deus tenha) que vocemessês estão a ultrapassar os homens em numerus clausus para entrar na Universidade. Conformemente, terão no futuro (ou já no presente) mais licenciaturas que os machos que vos acompanham no passaporte e na certidão de casamento. Como tal, esperam-vos responsabilidades acrescidas nos cargos mais acima, como seja o Governo da Nação, ou até mais abaixo, como poderão ser o governo de tudo quanto governado tem que ser, desde as empresas às universidades, passando pelo crime de colarinho branco às casas de alterne, ou mesmo à defesa da Pátria.
Outras responsabilidades - também nobres e ancestrais - decrescerão na vossa capacidade de as abraçar, como sejam as de se dedicarem a pontear meias ou a cozinhar Bacalhau à Brás. Mas isso agora não vem ao caso. Quero, tão só, convocar-vos para a iminência de serdes vós a levar por diante a Pátria, nos tempos que aí nos vêm. Como penso que, tão mau bocado (ainda agora iniciado) necessitará de algum treino, aqui me tendes à mão para ajudar (e assim ajudar o meu País), no que for preciso.
Carreando o macho fardo (que ora termina) de 10 mil anos a mandar nisto, tomem lá alguns conselhos:
a) Nunca acrediteis na amiga mais boa de cu e de mamas que vos incita a subir na vida, e que vos jura que nunca viu chefa mais lesta. Muitas vezes já vi isso. A não ser que tenhais a arte de Durão, a quem Santana arranjou mulher e fama, mas que depois se quedou por uma Câmara, enquanto o outro goza o País inteiro, mesmo com a mulher inválida. Muito mais normal é que sejais como Mariano, a quem José Maria fez subir, para o estatelar logo em seguida. É isto que normalmente acontece, quando se sucede a quem orgasmou povo e homem.
b) Se uma amiga, que muito vos diga, começar a aparecer menos nos chás que afanosamente organizais, desconfiai sempre: ou é de inveja que se trata, porque tendes scones mais fofos que os dela, ou então (pior ainda) é sindroma Pina Moura, o qual se nota por andar a idolatrar o partido, até ter mais que razões para o mandar à merda; ou seja, sendo ela mais boa que as da Costa, às miúdas do Bairro Azul (ou da rosa) se junta, esquecendo as amigas de escola.
c) Cuidado com cabelo e maneira de vestir. Já vi muito candidato a chefe perder por isso. Tailleur fúcsia é evidente que está out, mas o mesmo de outra cor sempre é possível (sou do beije admirador). Se nova, um wonderbra por conseguinte. Se velha, por não conseguinte fica como está. A modos que por semelhança, lembrem-se da barba de um Coelho, e da Bárbara de um Carrilho, e vejam a diferença de estilos.
d) O consorte é igualmente importante. Nem demasiado escroque nem demasiado belo, é o meu conselho. Tipo o homem da Margaret. Se arranjam um Monteiro é um sarilho, porque se caga olhando o espelho. Um Carvalhas também não, é evidente, porque cicia no minete. Talvez o melhor seja um Soares - cornos não será coisa que vos falte, mas pelo menos sabe comer à mesa (e debaixo dela).
e) Convém não esquecer o método de escolha dos colaboradores mais próximos. Nem muito burros nem muito espérmicos. Assim entre a Manuela Aguiar e o Gorbatchov. Uma não salta fora nem dentro, o outro vira o cu quando o chefe manda. Não há melhor.
f) Há depois o problema das crianças, se decidirdes de as ter. Uma chefa com crianças fica bem, mas só se o ranho não lhes tiver de limpar. Podem pô-las numa ama ou num colégio de fama. Mas cuidado: entre as filhas de uma Cinha e os crominhos do Sampaio vai uma régua de esquadro. É preciso saber escolher para não ficar com os fedelhos à nora. É que, depois, no segundo mandato, podem fazer como as Bush, que protestam a destempo e dão azo a algum caralho.
g) As casas de alterne são importantes areópagos de bonança. Não as menosprezeis. Mas é evidente que não podeis passar do balcão de perna aberta para a caixa sem algum treino e mudança. As brasileiras, os gajos que se apaixonam pelas putas, o preço dos copos, os seguranças à porta, são coisas que exigem estafa. Proponho-vos, por isso, um bigode e umas calças, para perceberem do que se trata quando se trata das ditas. Perceber de putas, eis uma arte Boavista.
h) As mulheres, por comodismo, têm a mania de pagar impostos. Nada mais tonto. Há que saber resistir à moralidade. O que seria de nós se todos entesourassem o Estado? Olha a Manuela entesourada por dois milhões de mulheres! Não há buraco que resista. E a gente, por tradição, precisa do buraco.
i) Por fim a tropa. Já lá estais. Há por isso que não esperar mais pelo vosso toque nesta arte que, erradamente, tão machista se mostrou pelos séculos atrás. ‘Soltem os prisioneiros’, por exemplo: toda a gente sabe que isso é uma canção dos Delfins. Ora, quem vai à tropa não vai ao Coconuts, a não ser uma vez na vida, que é aquando da despedida de solteira. Façam por isso de conta que não leram a Convenção de Genebra. No fim de contas, é pior que um album dos Mão Morta.
E com isto penso que contribuí para que amamentéis a Pátria sem ficardes com a consciência em leite e o peito mirrado de ética. Não é fácil. Mas eu acredito que vocês podem dominar a espécie, o mundo, as lojas maçónicas e os campos de golf. Como vosso criado me ofereço para o que for preciso. Por exemplo, tomar conta do vosso corpo. De intervenção!
Mui grato pela atenção, e que Deus vos tenha em eterno destempo!
Clark59
Diz-me o cardápio do INE (Instituto Nacional de Estatística, que Deus tenha) que vocemessês estão a ultrapassar os homens em numerus clausus para entrar na Universidade. Conformemente, terão no futuro (ou já no presente) mais licenciaturas que os machos que vos acompanham no passaporte e na certidão de casamento. Como tal, esperam-vos responsabilidades acrescidas nos cargos mais acima, como seja o Governo da Nação, ou até mais abaixo, como poderão ser o governo de tudo quanto governado tem que ser, desde as empresas às universidades, passando pelo crime de colarinho branco às casas de alterne, ou mesmo à defesa da Pátria.
Outras responsabilidades - também nobres e ancestrais - decrescerão na vossa capacidade de as abraçar, como sejam as de se dedicarem a pontear meias ou a cozinhar Bacalhau à Brás. Mas isso agora não vem ao caso. Quero, tão só, convocar-vos para a iminência de serdes vós a levar por diante a Pátria, nos tempos que aí nos vêm. Como penso que, tão mau bocado (ainda agora iniciado) necessitará de algum treino, aqui me tendes à mão para ajudar (e assim ajudar o meu País), no que for preciso.
Carreando o macho fardo (que ora termina) de 10 mil anos a mandar nisto, tomem lá alguns conselhos:
a) Nunca acrediteis na amiga mais boa de cu e de mamas que vos incita a subir na vida, e que vos jura que nunca viu chefa mais lesta. Muitas vezes já vi isso. A não ser que tenhais a arte de Durão, a quem Santana arranjou mulher e fama, mas que depois se quedou por uma Câmara, enquanto o outro goza o País inteiro, mesmo com a mulher inválida. Muito mais normal é que sejais como Mariano, a quem José Maria fez subir, para o estatelar logo em seguida. É isto que normalmente acontece, quando se sucede a quem orgasmou povo e homem.
b) Se uma amiga, que muito vos diga, começar a aparecer menos nos chás que afanosamente organizais, desconfiai sempre: ou é de inveja que se trata, porque tendes scones mais fofos que os dela, ou então (pior ainda) é sindroma Pina Moura, o qual se nota por andar a idolatrar o partido, até ter mais que razões para o mandar à merda; ou seja, sendo ela mais boa que as da Costa, às miúdas do Bairro Azul (ou da rosa) se junta, esquecendo as amigas de escola.
c) Cuidado com cabelo e maneira de vestir. Já vi muito candidato a chefe perder por isso. Tailleur fúcsia é evidente que está out, mas o mesmo de outra cor sempre é possível (sou do beije admirador). Se nova, um wonderbra por conseguinte. Se velha, por não conseguinte fica como está. A modos que por semelhança, lembrem-se da barba de um Coelho, e da Bárbara de um Carrilho, e vejam a diferença de estilos.
d) O consorte é igualmente importante. Nem demasiado escroque nem demasiado belo, é o meu conselho. Tipo o homem da Margaret. Se arranjam um Monteiro é um sarilho, porque se caga olhando o espelho. Um Carvalhas também não, é evidente, porque cicia no minete. Talvez o melhor seja um Soares - cornos não será coisa que vos falte, mas pelo menos sabe comer à mesa (e debaixo dela).
e) Convém não esquecer o método de escolha dos colaboradores mais próximos. Nem muito burros nem muito espérmicos. Assim entre a Manuela Aguiar e o Gorbatchov. Uma não salta fora nem dentro, o outro vira o cu quando o chefe manda. Não há melhor.
f) Há depois o problema das crianças, se decidirdes de as ter. Uma chefa com crianças fica bem, mas só se o ranho não lhes tiver de limpar. Podem pô-las numa ama ou num colégio de fama. Mas cuidado: entre as filhas de uma Cinha e os crominhos do Sampaio vai uma régua de esquadro. É preciso saber escolher para não ficar com os fedelhos à nora. É que, depois, no segundo mandato, podem fazer como as Bush, que protestam a destempo e dão azo a algum caralho.
g) As casas de alterne são importantes areópagos de bonança. Não as menosprezeis. Mas é evidente que não podeis passar do balcão de perna aberta para a caixa sem algum treino e mudança. As brasileiras, os gajos que se apaixonam pelas putas, o preço dos copos, os seguranças à porta, são coisas que exigem estafa. Proponho-vos, por isso, um bigode e umas calças, para perceberem do que se trata quando se trata das ditas. Perceber de putas, eis uma arte Boavista.
h) As mulheres, por comodismo, têm a mania de pagar impostos. Nada mais tonto. Há que saber resistir à moralidade. O que seria de nós se todos entesourassem o Estado? Olha a Manuela entesourada por dois milhões de mulheres! Não há buraco que resista. E a gente, por tradição, precisa do buraco.
i) Por fim a tropa. Já lá estais. Há por isso que não esperar mais pelo vosso toque nesta arte que, erradamente, tão machista se mostrou pelos séculos atrás. ‘Soltem os prisioneiros’, por exemplo: toda a gente sabe que isso é uma canção dos Delfins. Ora, quem vai à tropa não vai ao Coconuts, a não ser uma vez na vida, que é aquando da despedida de solteira. Façam por isso de conta que não leram a Convenção de Genebra. No fim de contas, é pior que um album dos Mão Morta.
E com isto penso que contribuí para que amamentéis a Pátria sem ficardes com a consciência em leite e o peito mirrado de ética. Não é fácil. Mas eu acredito que vocês podem dominar a espécie, o mundo, as lojas maçónicas e os campos de golf. Como vosso criado me ofereço para o que for preciso. Por exemplo, tomar conta do vosso corpo. De intervenção!
Mui grato pela atenção, e que Deus vos tenha em eterno destempo!
Clark59
3 Comments:
Mui nobre esta missão de serviço. Prazenteiro, concedo o fardo do mando em troco de paga tão doce e generosa...
By PluribusUnum, at junho 15, 2004
xiiiiiiiiiiiiiiiiii
tanto!!!!
Venho cá ler amanhã pela fresca!!!
Pode ser, não pode???
By Manuela Vaz, at junho 16, 2004
A digníssima M. pode ler quando lhe apetecer: Não se esqueça (como é seu costume) de comentar...
By clark59, at junho 16, 2004
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Mui nobre esta missão de serviço. Prazenteiro, concedo o fardo do mando em troco de paga tão doce e generosa...
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