segunda-feira, abril 12
Shakespeare in love
Nem sabem ao certo quem eras. Uns dizem que nasceste pobre, eras rufião, fugias ao fisco. Pobre, e fugias ao fisco... alguma coisa mudou em quatro séculos.
Outros não acreditam em tal. A genialidade tem que ter um berço, a métrica tem que ter pauta de escola. E portanto não eras de Sttratford mas de Oxford, e fugias mas era do nome nobre, que te impunha distância de palcos e camarins.
Olha, eu cá para mim vieste da Lua. Despediste-te dela quando abraçastes a forma de Terra, e nela nada mais nasceu de relevante. Trouxeste a pena para enfeitar as minhas caravelas, mudaste o tempo que passou e inventaste um outro firmado nesse mesmo. Uma ponte, portanto. Que me importa a mim se eras do Tamisa grande ou do mais modesto Avon?
Outros não acreditam em tal. A genialidade tem que ter um berço, a métrica tem que ter pauta de escola. E portanto não eras de Sttratford mas de Oxford, e fugias mas era do nome nobre, que te impunha distância de palcos e camarins.
Olha, eu cá para mim vieste da Lua. Despediste-te dela quando abraçastes a forma de Terra, e nela nada mais nasceu de relevante. Trouxeste a pena para enfeitar as minhas caravelas, mudaste o tempo que passou e inventaste um outro firmado nesse mesmo. Uma ponte, portanto. Que me importa a mim se eras do Tamisa grande ou do mais modesto Avon?