domingo, abril 25
Os cravos por acaso
Aproveitando a vasta notícia que houve de uma canção de José Galhardo, internacionalizada nos anos 40 por Amália, o SNI de então resolveu propor uma campanha de turismo (pioneira), que se intitulava 'Abril em Portugal'. Tinha toda uma estratégia de marketing, já que Portugal – pelo menos algumas das suas regiões – tem em Abril condições climatéricas e de paisagem únicas na Europa. A ideia era básica – propor aos europeus fugir de traçados mais cosmopolitas ou, à época, mais conhecidos, numa altura em que as férias repartidas começavam a fazer sentido.
Economicamente, até a revolução do 25/A faz sentido. Para todos quantos se posicionam na Europa num registo deste género, começar a vir a Portugal numa altura destas – feriados de 25/A e 01/M, entrelaçados, mais às vezes o Corpo de Deus a ajudar – é uma conquista económica para o turismo, que representa 8% do PIB, mais coisa menos coisa.
E depois há os cravos. Não é preciso muita imaginação e paciência para fazer uma volta na Net e perceber quais são as verdadeiras marcas nacionais reconhecidas mundialmente. Os cravos da «revolução sem sangue» são uma delas. Vamos escondê-los? A força de uma flor é importante. A força de uma marca é ineludível.
Sabem que os cravos apareceram por acaso, devido às floristas que estavam no Rossio e na Praça da Figueira, e que deram flor ao manifesto, e aos soldados, portanto?
Assim se fez Portugal, mesmo para os que o entendem mal.
Economicamente, até a revolução do 25/A faz sentido. Para todos quantos se posicionam na Europa num registo deste género, começar a vir a Portugal numa altura destas – feriados de 25/A e 01/M, entrelaçados, mais às vezes o Corpo de Deus a ajudar – é uma conquista económica para o turismo, que representa 8% do PIB, mais coisa menos coisa.
E depois há os cravos. Não é preciso muita imaginação e paciência para fazer uma volta na Net e perceber quais são as verdadeiras marcas nacionais reconhecidas mundialmente. Os cravos da «revolução sem sangue» são uma delas. Vamos escondê-los? A força de uma flor é importante. A força de uma marca é ineludível.
Sabem que os cravos apareceram por acaso, devido às floristas que estavam no Rossio e na Praça da Figueira, e que deram flor ao manifesto, e aos soldados, portanto?
Assim se fez Portugal, mesmo para os que o entendem mal.