quarta-feira, abril 28
O Deci-metro
Há coisas que fazem trinta anos e ainda não estão cumpridas, há outras que vão nos quarenta e tresandam a adolescência. O Metro de Lisboa, que já tem idade para sair de casa (Odivelas e o mais que se verá), ao fim destes anos todos ainda só conhece metade da cidade onde nasceu. Chega ali ao Rato (e, mesmo assim, há pouco tempo) e pára. Porquê? Não sei. Como não o devem saber os milhares de habitantes a quem esta empresa pública faz de parvos.
O Metro de Lisboa é uma incidência da Oriental Terra Lisboeta. A Oeste, nada de novo. Mas não era para ser assim. Há anos, havia um projecto de o levar até Miraflores (http://www.urbanrail.net/eu/lis/lisboa.htm), pelo menos, mas no meio das barracadas do costume (muda o Governo, os projectos ficam na gaveta, enfim), a coisa ou ficou para as calendas gregas ou foi, simplesmente, deitada ao lixo.
Digam o que disserem, isto não é natural. Já nem me quero comparar com Londres, Madrid ou Paris (mas podia). Mas vejam o caso de Praga, por exemplo, onde a rede chega a todo lado e mais algum; fiquei uma vez num hotel dos subúrbios (tipo para aí na Parede, em relação ao Rossio), e, olha só, andava de metro. Ou Estocolmo http://www.mikitravel.se/imd347.HTML , cujo metro tem mais de 120 estações (fora as ligações com outros transportes de rede ferroviária). Os funcionários da Infineon (ex-Ericsson Microelectronics), que fica aí a meia hora do centro da capital sueca, vão de metro para Estocolmo E DEPOIS DA ESTAÇÃO ONDE ELES ENTRAM AINDA HÁ MAIS DUAS ATÉ AO FIM DA LINHA.
Nós sabemos o amor que os portugueses têm ao tacho público e a pouca noção de serviço que, uma vez lá apanhados, desenvolvem. A este propósito, o Metro http://www.tcontas.pt não é excepção. Mas quem cala consente. Eu não.
O Metro de Lisboa é uma incidência da Oriental Terra Lisboeta. A Oeste, nada de novo. Mas não era para ser assim. Há anos, havia um projecto de o levar até Miraflores (http://www.urbanrail.net/eu/lis/lisboa.htm), pelo menos, mas no meio das barracadas do costume (muda o Governo, os projectos ficam na gaveta, enfim), a coisa ou ficou para as calendas gregas ou foi, simplesmente, deitada ao lixo.
Digam o que disserem, isto não é natural. Já nem me quero comparar com Londres, Madrid ou Paris (mas podia). Mas vejam o caso de Praga, por exemplo, onde a rede chega a todo lado e mais algum; fiquei uma vez num hotel dos subúrbios (tipo para aí na Parede, em relação ao Rossio), e, olha só, andava de metro. Ou Estocolmo http://www.mikitravel.se/imd347.HTML , cujo metro tem mais de 120 estações (fora as ligações com outros transportes de rede ferroviária). Os funcionários da Infineon (ex-Ericsson Microelectronics), que fica aí a meia hora do centro da capital sueca, vão de metro para Estocolmo E DEPOIS DA ESTAÇÃO ONDE ELES ENTRAM AINDA HÁ MAIS DUAS ATÉ AO FIM DA LINHA.
Nós sabemos o amor que os portugueses têm ao tacho público e a pouca noção de serviço que, uma vez lá apanhados, desenvolvem. A este propósito, o Metro http://www.tcontas.pt não é excepção. Mas quem cala consente. Eu não.
1 Comments:
o que eu estava procurando, obrigado
By , at novembro 20, 2009
