sábado, abril 3
O chamado poder de decisão europeu está ferido de morte. Tenho para mim como claro que, salvo alguma inflexão política de monta (hoje por hoje não expectável), a Europa dominadora nos campos cultural e ético vai morrer nos próximos anos. Cinquenta, trinta ou cem, não importa, nem para isso tenho bússola ou cartas de adivinhação suficientes. Estamos um pouco como o Império Romano no século IV. Somos mais fortes e, no entanto, vamos perecer às mãos de fomes e de vontades mais férreas. Coisas que, nem uma nem outra, por cá muito abundam. E que, em boa verdade, a primeira não seria precisa mas a segunda tanto falta.
A Europa é, nos últimos cem anos (pelo menos) o melhor espaço de liberdade e de afirmação de cidadania que jamais foi possível incrementar no Mundo. Vai senão quando, começou a exteriorizar sinais de riqueza e de fraqueza política que só a desmancham, e que, ao fazê-lo, tiram a esperança a quantos esperavam imitar-nos, dão força a quem nunca nos tomou como exemplo, e vitaminam aqueles que acham que a nossa ideia de vida não passa de um pecado. Vivemos portanto num caminho de extremos, que nos é externo, que não compreendemos e que nos será, por isso, fatal.
Mas não deveria ser assim. É no consumo imoderado de bens de cultura, na actividade continuada de investigação científica, na extrapolação dos movimento radicias para novas conquistas sociais maioritariamente aceites que vive a génese do que concebemos como a Europa que hoje temos. Isto para já não falar de que os últimos séculos europeus enformaram o Mundo de todas as lógicas dominantes e oposicionistas que hoje – ainda – se degladiam.
O que nós, habitantes da Europa, não compreendemos ainda é que existem franjas perfeitamente integradas em termos ético-estratégicos que vão, forçosamente – de uma maneira alarve ou mais serena –, pôr em causa a nossa maneira de viver, no que tem de errado como no que tem de certo. Falo, por exemplo, dos nossos vizinhos muçulmanos, que ainda hoje mal aceitam uma, ou ambas, de duas coisas: a primeira, a nossa cultura; a segunda, a nossa forma de a impôr.
Mas para quem tem tanta segurança nas virtualidades positivas do nosso modo de vida e na superioridade na nossa organização social, estamos, no mínimo, mal preparados para a sua defesa. Depois do fim do serviço militar obrigatório (ideia excrementária da mais irracional e apressada das visões), confrontamo-nos agora com a ideia securitária da sociedade civil. Trata-se de um grande erro, que coarta a liberdade em cada ponto da vida. É na virtualidade de um sistema de segurança quase paralelo à sociedade civil que vive uma capacidade continuada de fazer o que faz falta, em cada momento, à situação. Por outras palavras, alguém se esqueceu de que não há política que sobreviva sem uma forte componente militar. Sob pena de (uma) de duas coisas: capitulação de defesa ou concentracionaridade social. Ambas, obviamente, devem ser postas de parte.
A Europa é, nos últimos cem anos (pelo menos) o melhor espaço de liberdade e de afirmação de cidadania que jamais foi possível incrementar no Mundo. Vai senão quando, começou a exteriorizar sinais de riqueza e de fraqueza política que só a desmancham, e que, ao fazê-lo, tiram a esperança a quantos esperavam imitar-nos, dão força a quem nunca nos tomou como exemplo, e vitaminam aqueles que acham que a nossa ideia de vida não passa de um pecado. Vivemos portanto num caminho de extremos, que nos é externo, que não compreendemos e que nos será, por isso, fatal.
Mas não deveria ser assim. É no consumo imoderado de bens de cultura, na actividade continuada de investigação científica, na extrapolação dos movimento radicias para novas conquistas sociais maioritariamente aceites que vive a génese do que concebemos como a Europa que hoje temos. Isto para já não falar de que os últimos séculos europeus enformaram o Mundo de todas as lógicas dominantes e oposicionistas que hoje – ainda – se degladiam.
O que nós, habitantes da Europa, não compreendemos ainda é que existem franjas perfeitamente integradas em termos ético-estratégicos que vão, forçosamente – de uma maneira alarve ou mais serena –, pôr em causa a nossa maneira de viver, no que tem de errado como no que tem de certo. Falo, por exemplo, dos nossos vizinhos muçulmanos, que ainda hoje mal aceitam uma, ou ambas, de duas coisas: a primeira, a nossa cultura; a segunda, a nossa forma de a impôr.
Mas para quem tem tanta segurança nas virtualidades positivas do nosso modo de vida e na superioridade na nossa organização social, estamos, no mínimo, mal preparados para a sua defesa. Depois do fim do serviço militar obrigatório (ideia excrementária da mais irracional e apressada das visões), confrontamo-nos agora com a ideia securitária da sociedade civil. Trata-se de um grande erro, que coarta a liberdade em cada ponto da vida. É na virtualidade de um sistema de segurança quase paralelo à sociedade civil que vive uma capacidade continuada de fazer o que faz falta, em cada momento, à situação. Por outras palavras, alguém se esqueceu de que não há política que sobreviva sem uma forte componente militar. Sob pena de (uma) de duas coisas: capitulação de defesa ou concentracionaridade social. Ambas, obviamente, devem ser postas de parte.