sexta-feira, março 26

as feias

Portugal sempre foi um País de homens descuidados e mulheres feias. Estes problemas têm modos de resolução diferentes, na forma e na dificuldade. Sobre o desleixo dos homens, não há nada a fazer, é esperar que o tempo passe, e que eles se habituem, nestes anos de maior contacto global, a usar sabão, depois creme, depois ginásio, depois ferro de engomar, depois talvez até plásticas. Sobre a fealdade das fêmeas, é fácil: substituem-se por estrangeiras. Nem todas, mas quase todas.
Vem isto a propósito de um artigo que li outro dia na Grande Reportagem, um opúsculo que já fez história no panorama comunicacional português, e que agora é distribuido, em formato de saldo, ao sábado no Diário de Notícias. Sinais dos tempos, e adiante. O referido artigo, muito mal editado e feito à pressa – o que não o é, hoje em dia?... – referia o tema da beleza feminina em Portugal, e particularmente os ícones, ou a falta deles, que povoaram a ideia dos ainda vivos e entrevistáveis.
Para começar, o painel de homens não era assim tão mal escolhido como isso, se bem que de feios e mal ajeitados todos tivessem um pouco. Ressalva para o Baptista-Bastos. Mas a pobreza ou inadequação das asserções dos machos lusitanos só têm paralelo com o escassíssimo campo de escolha a que foram sujeitos. A Beatriz Costa? Que Deus a tenha, mas se aquilo é bonito eu vou ali e já venho.A Vicki Fernandez? Minha Santa Bárbara, estão a confundir beleza com pinta de beta. A Catarina Furtado? Mas será que ela já saíu da puberdade intelectual? E por aí adiante.
Numa lógica de campeonato internacional, nem vale a pena sacar de comparações com nuestras hermanas, ou com suecas que seja. É demasiado cruel para as senhoras que nos servem o jantar e nos servem de tema. Mas para quem já tenha visitado países que connosco vão concorrer ao nível de apoios comunitários – uma bitola comparativa muito em voga e que serve para tudo - não é de estranhar que se diga que, em matéria de beleza feminina, estamos feitos. As checas, as eslovacas, as eslovenas e as croatas, talvez mesmo as húngaras e as polacas, deixam as nossas à distância de um tiro (de metralhadora) no que diz respeito a beleza, ou mesmo tão só a um certo balanceamento físico, mais perto do clinicamente correcto. Isto deve-
-se, entre outras coisas, à prática de desporto e vida saudável a que as moças de Leste são submetidas desde tenra idade, enquanto que as nossas derivam historicamente das escolioses do ponto de cruz e das tromboflebites do Rosário de Fátima, à volta do Santuário e de joelhos. Proponho por isso, e desde já, que a matéria ‘beleza’ seja introduzida como factor de desenvolvimento relativo no próximo quadro comunitário de apoio, o que sem qualquer dúvida – e pelos índices negativos que seguramente atingiremos – nos porá a salvo de cortes de subsídios, que tão mal farão à lusitânea arte de viver à pala.
Não consigo terminar esta sem opinar – também eu – sobre a beleza feminina do lado de cá da fronteira. Ressalvo o facto de, eu próprio – que sempre tive meia dúzia de almas que me achavam sexy, mais umas trezentas para quem eu era um horror, sendo que sempre concordei com as segundas e aprendi a me aproveitar das primeiras – ter tido a minha dose de bifas, que é uma maneira salutar de recordar com menor peso na alma a adolescência e a juventude.
De entre as portuguesas, aquela Ana Paula de Moçambique, anos 70, foi talvez a primeira que me deu a volta. Eu explico: há uma altura na vida de um homem (ou de um rapaz, melhor dizendo, se ele não for totalmente panasca ou inelutavelmente grosso), em que a junção entre o cérebro e o pénis estimula o que de melhor há no masculino. Foi o que me aconteceu na visão da citada crioula. Lembro-me bem: nem foi como se a minha Mãe me desse um abraço, nem como se a Zezinha me mostrasse as mamas, nem como se a professora me ensinasse as especialíssimas características da extracção mineira no Alasca. Foi isso tudo e mais o rebolar de anca da jeitosa. Ela parecia ter gosto naquilo, ou seja, mostrar-se. O que é que havia ali de «errado»? Assimilei anos mais tarde aquilo que em «verde» me tinha sido preclaramente mostrado: aquilo era uma mulher e eu sentia o assunto em toda a sua completude.
Depois deste psiquiátrico parágrafo, gostava de incentivar a nossa juventude cromossomaticamente masculina a, alternativamente, duas tarefas: 1 - assumam a fealdade das nossas e tratem de assinar os papéis de emigração para as lestinas. 2 – se tal não for possível, obriguem, pelo menos, as nossas a efectuarem uma depilação decente.
Que a Pátria viva e prospere!

1 Comments:

Ya em Portugal é só feios e feias deves ser muita linda mete ai uma foto tua para podermos avaliar. Este artigo é escrito por uma menina de 12 anos que agora que tem net já pensa sabe alguma coisa talvez devas pensar que és muito boa e tal. O homem português é considerado um dos mais bonitos do mundo e a mulher portuguesa? Perguntas tu muitas delas encostavam-te a um canto, respeita as mulheres dos outros países se queres respeito e não fales do que não sabes.

By Anonymous Anónimo, at junho 14, 2013  

Post a Comment

Comments:
Ya em Portugal é só feios e feias deves ser muita linda mete ai uma foto tua para podermos avaliar. Este artigo é escrito por uma menina de 12 anos que agora que tem net já pensa sabe alguma coisa talvez devas pensar que és muito boa e tal. O homem português é considerado um dos mais bonitos do mundo e a mulher portuguesa? Perguntas tu muitas delas encostavam-te a um canto, respeita as mulheres dos outros países se queres respeito e não fales do que não sabes.
 
Enviar um comentário

<< Home

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

´ BlogRating